FIXAÇÃO EM SI MESMO

Nascemos com uma natureza decaída e pecaminosa. Temos uma alma doentia e egocêntrica. Somos, por natureza, um ser que sempre fica querendo para si, agradando a si, cuidando de si. Temos a tendência de, em tudo, fixar em nós mesmos. Nosso falar e agir sempre tem o nosso bem-estar em foco. Nossas decisões são feitas com base em nosso proveito. Enfim, nós somos o centro de nós mesmos. No fundo, amamos mais a nós do que os outros. Nossos pensamentos sempre procuram o melhor para nós. Se as coisas vão bem, então nos sentimos bem; se, porém, vão mal, logo nos perturbamos. Nossos esforços são canalizados para que obtenhamos mais para nós mesmos. Procuramos sempre acumular bens, mais e mais e, nunca estamos satisfeitos com o que temos. Quando a roupa delata a “gordurinha” na cintura ou em outra parte do corpo, logo entramos em pânico. Quando aparece uma espinha enorme no rosto, ficamos muito incomodados. Quando aparecem os cabelos brancos, corremos na cabeleireira para fazer a tintura. Quando nos é servido algo delicioso, comemos mais do que depressa. Se tivermos a oportunidade de comprar o carro dos sonhos, compramos sem titubear. Se for para satisfazer a carne, somos capazes de mentir até mesmo ao cônjuge. O mundo faz até rima com o nosso jeito de ser: “Trair e coçar é só começar”. Faz da traição algo leve, sem conseqüências, natural, tudo para satisfazer a si mesmo. Não importam os outros. “O importante é ser feliz” diz outro ditado do mundo. Loucuras e mais loucuras, tudo porque temos fixação em nós mesmos. Diria que trair e coçar é a expressão viva de uma pessoa fixada  em si mesmo. O importante é ser feliz é mais uma prova de que vivo fixado em mim mesmo.

Somos uma raça doentia, obcecada em sua própria felicidade. Estamos em constante frenesi, uma busca obstinada e louca pela felicidade própria e nem sequer percebemos que estamos no caminho errado. Achamos que temos o direito de pensar em nós em primeiro lugar. Nossa filosofia é: primeiro eu, o resto não me importa.

Trazemos em nosso DNA Adâmico uma doença cancerígena chamada: fixação em si mesmo. Essa doença nos levar a viver e a agir de modo totalmente egocêntrico. Esse agir envolve mentiras, injustiças, maldades, homicídios, roubos e outros tipos mais de pecados. A fixação em si mesmo eleva demasiadamente o conceito de si e rebaixa o próximo. Por causa desta terrível enfermidade, alguns ao serem tratados desta forma anticristã, são machucados e ofendidos e conseqüentemente sofrem de autocomiseração. A autocomiseração é uma doença que provém da própria doença chamada de fixação em si mesmo. Alguns pecados que estão sempre de mãos dadas com a fixação em si mesmo são: raiva, inveja, ciúmes, ira, maledicência, idolatria, inimizades, facções, prostituição, impureza, lascívia, bebedices, glutonaria, depressão, suicídio e outros mais.

Poucas pessoas percebem essa doença chamada “fixação em si mesmo”. Quando queremos ser o centro das atenções, quando queremos chamar a atenção dos outros para si mesmo, não temos dúvidas que estamos acometidos desta enfermidade. Quando nos esforçamos demasiadamente à procura de nosso bem-estar e felicidade, já estamos dominados por esta enfermidade. Esta enfermidade fixa tanto em si mesmo que não tem como fixar no Médico que cura esta terrível doença.

Somente o Senhor Jesus, na cruz, pode nos curar desta terrível doença. Quando fomos atraídos na morte de Cristo, Deus tinha como propósito levar esta enfermidade para ser tratada definitivamente. O tempo não cura, haja vista que os velhos são ranzinzas, chatos e egocêntricos. A educação não cura, pois vemos em lares de pessoas cultas a manifestação intensa desta enfermidade. Os psiquiatras não curam do contrário, eles não estariam sofrendo desta mesma enfermidade. A igreja, o pastor e as orações não curam esta enfermidade. A única cura está na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Pela cruz de Cristo, Deus faz morrer a velha natureza decaída, pecaminosa e enferma. A velha vida adâmica tem seu fim na cruz de Cristo. Na ressurreição juntamente com Cristo ganhamos uma nova vida, uma nova natureza, a natureza divina. II Pedro 1:4 – “pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”.

No novo nascimento, Cristo vem viver em nós. As coisas antigas já passaram e tudo se fez novo. II Coríntios 5:17 – “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. Nesta nova vida não temos mais que viver fixado em nós mesmos. Porque fixar em alguém que só falhou? Cristo começa a viver em nós, Ele vai crescendo e nós diminuindo e então Ele é formado em nós (Gálatas 2:20; João 3:3; Gálatas 4:19). Agora Cristo é o centro. Passamos a fixá-LO sempre, a cada momento. Ele é a razão da nossa vida; vivemos por meio Dele e para Ele (I João 4:9 e II Coríntios 5:15).

Nascer de novo é ser curado da terrível enfermidade chamada “fixação em si mesmo”. A vida de Cristo em nós é saudável, cheia de paz e alegria. Nesta nova vida há esperança viva, otimismo indestrutível, realização plena e vida abundante. Para continuar desfrutando desta nova vida, isenta da terrível enfermidade em questão, deve-se olhar sempre para o Autor e Consumador da fé, Jesus Cristo. Ele deve ser o nosso alvo. Ele é a Pessoa a quem devemos fixar de agora em diante e por toda a eternidade.

Hebreus 12:2 – “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”.

Que alívio ser curado da doença da fixação em si mesmo. O fardo caiu! Não há mais a preocupação de querer ser o número um em tudo. A riqueza monetária não sufoca mais, não é mais a razão da vida. O futuro e a morte física não assustam mais. A rejeição e a depressão fugiram. Agora vivemos a vida abundante de Cristo e isso nos basta. Essa sim é a verdadeira vida, assim vale a pena viver! Pela cruz a doença da fixação em si mesmo tem um fim e pelo novo nascimento a fixação em Cristo começa a fluir. Quando este milagre de cura acontece conosco; podemos dizer com toda a alegria e convicção que a cura foi porque fui crucificado com Cristo: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:19-20). Há cura na cruz de Cristo, aleluia!

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami   –   Comunidade Bíblica Regenerada

Maringá, Novembro de 2012.

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