E O JULGAMENTO É ESTE

julgJoão 3:19 – “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más”.

É impressionante como o Senhor enxergava o homem. Ele via a falsidade, hipocrisia e maldade no homem; entretanto, não veio para condená-lo; e, sim, salvá-lo. O Senhor não confiava no homem, pois conhecia a natureza perversa do homem; e, por diversas vezes, Ele nos advertiu e nos ensinou a respeito dessa natureza pecaminosa. O Senhor diz em Mateus 7:15-16 – “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelo seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?”. O Senhor sabia que os fariseus e escribas eram hipócritas, vestiam-se tão bem diante do povo, mas por dentro era como sepulcros caiados. Olha só um pouco do que Deus diz a nosso respeito: “cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia”. Depois deste pequeno retrato, devemos entender que Deus olha para nós e não vê bem nenhum (Romanos 7:18); somos totalmente indignos de estar em Sua santa presença. Romanos 3:23 ainda diz que todos pecaram e carecem da glória de Deus. É interessante notar que não gostamos de nos olhar desta forma; porém, olhamos deste modo e com muita facilidade os outros. Sempre nos julgamos uns santinhos e aqueles que pisam no nosso calo, dizemos que são uns capetinhas. Quando vemos em um filme, um ator fazendo o papel de bandido ficamos com uma raiva tremenda. Quando se vê uma artista fazendo o papel de uma jararaca na novela da rede globo, as pessoas ficam uma fera. Ao assistir os noticiários da TV, ainda hoje ficamos assustados e impressionados com as barbáries que se cometem no dia-a-dia. Quando vemos outros cometendo crimes e pecados, somos condicionados a achar que os outros são pecadores; não nós. Nossa inclinação natural é nos escondermos atrás dos erros dos outros e sempre nos apresentar de cara limpa quando o coração está totalmente sujo. Enganamos as pessoas que estão ao nosso redor; porém, ao Senhor Jesus; jamais seremos capazes de enganá-LO. Ele sabia que era de dentro do coração do homem que procedem os maus desígnios, a prostituição, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Dizia Ele que todos estes males vêm de dentro e contamina o homem (Marcos 7:22-23). O Senhor Jesus queria nos ensinar que somos maus por natureza, que esta natureza decaída precisava morrer na cruz juntamente com Ele a fim de que Ele pudesse nos dar uma nova natureza, aliás, nos fazer co-participantes de Sua natureza. Isto é, Ele próprio viria para viver em nós. Haverá um julgamento em breve e precisamos entender a natureza deste julgamento. Por isso, estamos esclarecendo, pelas Escrituras, a verdade de Deus a fim de não sermos julgados e condenados. Apesar desta natureza má que gosta de julgar os outros e não a nós mesmos; precisamos entender que a Bíblia não isenta ninguém. O bom menino, o senhor simpático e a velhinha bondosa estão no mesmo saco onde se encontram ladrões, prostitutas e assassinos. Não são os atos criminosos e pecaminosos que nos levarão ao tribunal de Deus para sermos julgados. Estes e outros pecados mais, todos, sem exceção, provém de uma herança desde a queda no Éden. Não há um justo sequer sobre a face da terra. Até a doce, simpática e amorosa vovozinha pecou e haverá de ser julgada. Não devemos julgar pela aparência. Precisamos conhecer a verdade e a verdade é que todos pecaram, todos necessitam da salvação. Romanos 5:12 – “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. A Bíblia diz que todos pecaram. Quando o Senhor Jesus encontrava com as prostitutas, ladrões ou religiosos; Ele não os via segundo o que praticavam e sim, as suas intenções ou a disposição do coração. Por exemplo, Ele não viu Zaqueu, o ladrão de impostos como um ladrão, apesar do povo assim saber, ver e julgar. Ele foi à casa de Zaqueu e viu a disposição do seu coração, seu arrependimento e desejo de ser salvo. Então, o Senhor disse que naquele dia, naquela casa, houve salvação. Se fosse pelos atos de ladroagem de Zaqueu, certamente seria condenado por Jesus que tem autoridade sobre tudo e sobre todos. Mas, ao invés de ser condenado, Zaqueu foi salvo porque o Senhor viu a disposição de seu coração. Zaqueu roubava porque havia recebido como herança uma natureza inclinada ao pecado, como todos nós também recebemos. O Senhor não veio para nos condenar devido a essa natureza que sempre nos leva a pecar. Essa natureza e seus atos pecaminosos, Deus, em Cristo, na cruz, resolveu por completo. Ele veio nos salvar dos nossos pecados (Mateus 1:21) e, de fato, nos salvou ao dar Sua vida em nosso resgate na cruz do Calvário. O problema que nos leva ao julgamento não é, portanto, nossos pecados e sim, nossa disposição. A disposição para pecar não é a imoralidade nem a prática de outras coisas erradas, mas a disposição da auto-realização, isto é, eu querer ser o meu próprio deus. Essa disposição pode manifestar-se em uma decente moralidade ou em uma indecorosa imoralidade, mas sua base é uma só: a reivindicação de seus próprios direitos sobre si mesmo. Eu quero ser livre, eu faço o que eu quero, sou dono do meu próprio nariz. Essa disposição do nosso coração de ser independente, auto-suficiente e sempre buscar a auto realização é a razão que nos levará ao julgamento diante de Deus. O Senhor sempre olha a nossa disposição. Não é bem o que estamos fazendo e sim o que o nosso coração está querendo e determinando. Vejamos mais um exemplo: Lucas 7:36-50. Vemos aqui uma mulher pecadora da cidade chorando aos pés do Senhor. Ela não falou nada, não pediu nada e nem se justificou. Como pecadora, tinha tudo para não ir à casa de um homem onde havia vários outros com Jesus. As pessoas conheciam esta mulher e sabia de sua má reputação. A cena era um tanto quanto estranha e inusitada para a cultura judaica. O Senhor não falou do passado dela, de sua reputação, de seus pecados; enfim, Ele não a condenou em momento algum. O Senhor apenas viu a disposição do coração desta pobre e infeliz mulher. Ela estava arrependida e chorava aos pés do Senhor. O Senhor viu o arrependimento e seu imenso amor por Ele. Se o coração de um pecador se volta para o Senhor em arrependimento e amor, isto basta para que Ele perdoe e receba em seus braços. Portanto, não olhe para o seu passado, para os seus erros, olhe para Jesus e vá à Ele com essa disposição em seu coração. Não se preocupe com os que estão ao seu redor, com as fofocas, com os olhares dos outros. Confie no Senhor que vê o coração sincero. Em Cristo temos abrigo; Ele de modo nenhum lança fora aquele que vai à Ele (João 6:37). Só Ele tem autoridade para perdoar os pecados e tem mais, Ele é muito misericordioso. Vá para Jesus, Nele você pode confiar! Muitos vão para o culto e ouvem a Palavra. Ir para o culto não nos livra da condenação do inferno, pois a Bíblia não dá esta prerrogativa. O que condena é a disposição do coração quando se crê ou não na Palavra. Está na disposição em obedecer ou não àquilo que Deus vem lhe falando. Em nenhum momento Deus julga o homem responsável por ter recebido a herança do pecado. Se somos condenados não é por havemos nascido com a herança do pecado; mas simplesmente porque não cremos que o Senhor Jesus veio para nos salvar desta natureza pecaminosa na cruz do Calvário. Não crer na Palavra da Cruz nos faz condenável. João 1:10-11 – “O Verbo estava no mundo, o mundo foi  feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. Não crer Nele, não O receber é que nos faz condenáveis. Virar as costas para Ele, endurecer o coração diante Dele, desprezá-Lo e trocá-Lo pelos prazeres transitórios do pecado é que nos levará à condenação. João 3:17-19 – “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más”. Crer no Senhor Jesus, ser crucificado e ressuscitado com Ele e recebê-Lo em nosso novo coração é como passar por uma blitz e ter o carro e o documento em ordem, será tranqüilo. O embriagado com as coisas deste mundo, certamente será condenado, pois trocou o Salvador pelo mundo. Vamos crer no Senhor Jesus e pela obra da cruz ser totalmente liberto do poder do pecado a fim de vivermos para a glória e louvor do Pai, em Cristo Jesus.

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami                  

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós  

Maringá, Janeiro de 2013.

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