O IMPACTO DA CRUZ – Parte 01

IMPACTO_CRUZQuando focamos nossa atenção para a cruz, ficamos estupefatos ao ver sua abrangência e presença nos povos por séculos e séculos. Ela afetou para além da imaginação e crença dos povos. A cruz está presente na vida das pessoas de geração em geração, por séculos e séculos. Ela é amada e odiada ao mesmo tempo, é tida em grande valor e ao mesmo tempo, é desprezada. A maioria se achega a ela munida de superstições e crenças. A minoria crê nela corretamente. Para os romanos do século primeiro da era cristã, ela foi uma incógnita, pois estava no centro da vida do cristão e ao mesmo tempo era um instrumento de martírio, vergonha e morte. Muitos povos e religiões adotam-na como um símbolo para a identificação com Jesus Cristo. No primeiro século, os romanos tinham-na como um símbolo de vergonha e dor enquanto para os cristãos era vitória e glória. Muitos conhecem a respeito da cruz, mas somente os que a conhecem por “inclusão”, podem experimentá-la como vitória. A cruz divide e define. Aqueles que acreditam que a cruz é apenas um símbolo estão de um lado à espera de um milagre. Os que experimentaram sua inclusão na morte e ressurreição de Jesus Cristo na cruz, ficam do outro lado, tendo já experimentado um grande milagre em sua vida, o milagre do novo nascimento. Os primeiros têm tão somente simpatia pela cruz, os do outro lado, amam realmente a cruz de Cristo. Para estes, foi exatamente na cruz que o escrito de sua dívida foi cancelado e o inimigo da alma foi derrotado. Colossenses 02:14-15 – “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. Para os cristãos, a cruz era a única esperança. Eles criam que não havia sofrimento que não pudesse ser superado, não havia desespero que não pudesse ser vencido, não havia trevas que não pudessem ser transformadas em luz, nem sofrimento que não pudesse ser transformado em nova vida. A cruz foi o “porto seguro” e o “cabo da boa esperança”, justamente em um mundo ameaçado por sofrimento e aflição. Os cristãos perseguidos do primeiro século experimentaram na crucificação e ressurreição com Jesus, a única saída e salvação para os seus sofrimentos e opressão. Para eles, a obra da cruz levou-os a experimentarem e viverem o próprio Cristo como o Caminho, a Verdade e a Vida. Cristo tornou-se para eles a ressurreição e a vida. Para eles, a Palavra do Senhor Jesus era viva e presente. Cristo e Sua Palavra eram vivas e presentes por isso, podiam ler as Escrituras com alegria: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6) ou “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (João 11:25-26). Era algo tremendo, fantástico e maravilhoso. Havia vida, realidade e verdade nas Palavras do Senhor Jesus para esses cristãos. A cruz de Cristo causou um grande “impacto” nos cristãos do primeiro século. O Cristo crucificado transformou a vida deles. Quando viviam em opressão e pobreza, puderam experimentar na cruz de Cristo a verdadeira libertação. Não a libertação dos romanos, mas a libertação dos pecados: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Muitos deles foram perseguidos e mortos; mas nem o poderoso império romano conseguiu extinguir a alegria da salvação que eles haviam recebido do Cristo crucificado e ressurreto. Em meio à opressão e perseguição, os cristãos saíram pelo mundo pregando o Cristo crucificado: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (II Coríntios 2:2). A cruz de Cristo e o Cristo da cruz “impactaram” o mundo do primeiro século. Infelizmente, hoje os cristãos esqueceram-se da cruz de Cristo e, por isso, não causa impacto algum na sociedade indecente e decadente. As igrejas hoje conhecem muitas “cruzes” e desconhecem a verdadeira cruz, encoberta pela poeira deste mundo, por séculos e séculos. Devido a sua importância, muitas religiões adotaram-na como símbolo e, infelizmente, muitos ainda a tem como um simples símbolo. Nossa grande necessidade hoje é receber de Deus a revelação de nossa crucificação juntamente com Cristo. A cruz de Cristo é nossa também, pois nela fomos incluídos para morrermos juntamente com Jesus e, também, com Ele, ressuscitar para uma nova vida. Vejamos um pouco o significado da cruz para os povos em tempo antigos. Os egípcios tinham-na como um símbolo para a vida. Tanto na Ásia como na Europa, muitas cidades foram construídas com base em uma cruz, sendo dividida em quatro partes. A Roma antiga era conhecida como “Roma quadrata”, isto é: cidade de quatro partes. No norte germânico havia a cruz de martelo e pela mitologia foi usada como a arma do deus Thor. Na Índia antiga ela era um símbolo de felicidade e boa sorte. Entre os índios da América Latina havia uma cruz parecida com a letra “X” (xi, no grego) e esta cruz era conhecida na Europa como a cruz de Santo André. Em muitas civilizações, povos e culturas, a cruz era um símbolo de bênção, vida e felicidade. A verdadeira cruz proporciona realmente vida, bênção e alegria perene ao cristão. Somente pela cruz de Cristo, o pecador morre para si mesmo e recebe a Vida, que é Jesus Cristo. Em Cristo está toda sorte de bênçãos espirituais e Cristo é a nossa fonte de alegria eterna. “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4:4). De fato, ela nos leva à vida, que é Jesus Cristo, nossa vida eterna (I João 5:20). Vemos um episódio em Ezequiel 9:4-6 em que Deus manda o profeta colocar um sinal na testa dos moradores de Jerusalém. Aqueles que tinham este sinal seriam poupados. Este sinal era a letra “T” do alfabeto hebraico, um sinal da cruz. Talvez por esta razão os católicos façam este sinal em sua testa para se sentirem seguros e salvos. Para eles, o sinal da cruz está ligado com a salvação. A verdade é que a pessoa perdida que crê em sua crucificação e ressurreição com Cristo, tem a vida porque a vida de Jesus entra nela. Pela cruz, Cristo adentra na vida do pecador trazendo vida em abundância. “… Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; …”. “Eu vim para que vocês tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Esse é o cristão verdadeiro, pois creu verdadeiramente na sua inclusão na cruz de Cristo. A cruz deixou de ser um símbolo e tornou-se uma verdade bíblica que o conduziu à vida de Cristo. Agora ele vive em Cristo e Cristo nele. Cristo é sua vida. Ele vive por meio de Cristo assim como o ramo vive por meio da videira. A cruz de Cristo é maravilhosa porque ela causa um “impacto” na vida do pecador, fazendo-o morrer com Jesus na cruz e ressuscitando-o juntamente com Cristo. O impacto foi tão grande que as coisas antigas ficaram para trás, tudo se fez novo. Agora ele é uma nova criatura: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Coríntios 5:17). Que a mensagem da cruz não seja mais uma na pasta de mensagens bíblicas que você possui em seu computador. Pois deste modo seria apenas um “símbolo” do cristianismo morto que vem assolando as igrejas por séculos. Que a cruz de Cristo tenha o lugar central em seu coração e seja impactante de tal modo que você possa proclamá-la por onde você for. Creia nela e deixe-a impactar para te transformar em uma nova criatura em Cristo Jesus.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada – Cristo vive em nós.

Maringá, Maio de 2013.

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