O IMPACTO DA CRUZ – Parte 02

cruz-caminharJoão 3:16 – “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jesus Cristo, o Filho do Deus Altíssimo morreu em uma rude cruz de braços abertos. Braços estendidos para todos, para o mundo todo. Quanto amor! Todos quantos Nele crê tem a vida eterna. João 6:40 – “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 11:25-27 – “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo”. Devido a esta confissão diante do Senhor, creio que Marta estará no Paraíso, junto do Senhor. Outro que estará no céu também é o cego de nascença, pois também confessou sua fé no Filho de Deus. João 9:35-38 – “Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem? Ele respondeu e disse: Quem é Senhor, que eu nele creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou”. Jesus Cristo morreu pelo mundo todo. A cruz é o símbolo que indica os quatro cantos do mundo: norte, sul, leste e oeste. Podemos ver a universalidade da cruz, por isso, em breve, Deus reunirá os seus de todos os cantos. Apocalipse 5:9 – “e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”. Apocalipse 7:9-10 – “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”. De fato, Deus, por meio de Seu amado Filho, na cruz do Calvário, efetuou graciosamente nossa salvação. Esta salvação é estendida a todos. A salvação já foi realizada, pois a cruz já foi levantada; portanto, tão somente creiamos nela. A cruz vem impactando os povos, séculos após séculos, pois só ela tem o poder de nos salvar. Não existe nada, ninguém mais, além do Cristo crucificado para poder nos salvar. Atos 4:10-12 – “tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. A cruz, em seu lado vertical, se estende de baixo em direção ao céu, indicando que só ela pode ligar o homem a Deus. Em seu lado horizontal indica que é para todos os homens, de todas as raças e culturas. Nada pode impactar a humanidade mais do que a cruz. Nunca houve e nunca haverá acontecimento tão relevante para a humanidade como foi a cruz de Cristo. Jesus morreu na cruz para reunir em um só corpo os filhos de Deus que andam dispersos (João 11:52). Jesus, na cruz, abriu seus braços para nos acolher para sempre. Creiamos Nele, pois Ele disse: “Todo aquele que o Pai me dá, esse vem a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6:37). Há um escrito apócrifo de um dos discípulos do Senhor Jesus chamado André. O título é: do mistério cósmico que se esconde na figura da cruz – “Conheço teu mistério, ó cruz, em prol do qual estás também erguida. Pois está firmemente fincada no mundo, para fixar o inconstante. Que tu te estendas até o céu, para indicar o Logos que vem do alto. Estás estendida para a direita e para a esquerda, para rechaçar o terrível poder inimigo e reunir o mundo. E estás enraizada nas profundezas da terra, para ligar com o céu aquilo que está na terra e embaixo da terra. Ó cruz, instrumento de salvação do Altíssimo! […] Ó nome da cruz, que abraças em ti o universo! Salve a ti, ó cruz, que mantém unido o cosmos em sua extensão”. Justino foi o primeiro teólogo cristão martirizado em 167 da era cristã em Roma. Ele dizia que a cruz trazia união aos opostos que há dentro do ser humano. O amor e o ódio, a solidão e a comunhão, a bondade e a maldade. Os opostos habitam o ser humano. É o chamado de distúrbio bipolar. Ora está bem, ora está mal, ora bem humorado, ora, mal humorado. O complexo e inconstante ser humano só pode ser curado pelo impacto da cruz. A cruz faz morrer a velha natureza pecaminosa e traz a natureza divina para dentro de nós. O velho homem pecador, depois da cruz, passa a ser uma nova criatura, não mais segundo a velha criação adâmica, mas segundo Jesus Cristo. O cônjuge deixa de ser esquisito, traiçoeiro, inconstante e chato. Cristo, manso e humilde, passa a viver nele. A esposa de um marido crucificado com Cristo não fica mais estressada como antes, pois ele sorri, fala com graça e sabedoria de Cristo. O marido feliz verá a esposa crucificada não sendo mais aquela temível “jararaca” dentro de casa. Não há dúvidas que a cruz impacta o casamento. Talvez seja por isso que os gregos criam que a cruz era o caminho para a união. Os teólogos do passado criam que o Cristo crucificado reúne na cruz os opostos. Diziam que o madeiro vertical era identificado como o Logos, o madeiro transversal, como a natureza humana. Assim como o madeiro transversal está ligado com o tronco da cruz, assim o ser humano está ligado com o Logos. Logos é Jesus Cristo, o Verbo da Vida (João 1:1). Somente pela cruz o pecador pode ser ligado à Jesus Cristo. Por isso o apóstolo disse: “Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2:19-20). Para os crucificados o Senhor também diz: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (João 15:5). Justino via a cruz nas ferramentas agrícolas, nas insígnias militares e nas vitórias romanas. Dessa maneira, para os cristãos antigos, a cruz tornou-se o sinal de triunfo sobre o poder da morte e do pecado. Aí está o grande impacto da cruz. Ela destruiu o poder da morte e do pecado sobre a vida humana. Na cruz, o poder do pecado foi destruído e agora não precisamos mais servir ao pecado como escravos (Romanos 6:6). Pela cruz o pecador foi liberto do pecado, saiu do domínio do pecado, recebeu a carta de alforria. Pela cruz, o pecador vence a morte, por isso, o apóstolo canta triunfalmente: “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (I Coríntios 15:54-55). A cruz venceu o pecado e a morte. Romanos 8:2 – “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”. Não é isto impactante? Gregório de Nissa chama a cruz de “vitória invencível”. Os gregos criam que se fossem amarrados nos mastros dos navios não ouviriam o canto das sereias e desta forma não iriam de encontro com a morte. Assim como o mastro representava a cruz para eles, assim também, aquele que está crucificado com Cristo, pode navegar em segurança por este mundo tenebroso. A cruz venceu o poder das trevas (Colossenses 2:15),  o pecado e a morte. Ela é o maior símbolo de vitória que já existiu. Ela continua triunfando, por isso, é impactante!

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami  

Comunidade Bíblica Regenera   –   Cristo vive em nós

Maringá, Maio de 2013.

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