GLORIANDO NA CRUZ – Parte 03

Gálatas 6:11-15 – “Vede com que letras grande vos escrevi de meu próprio punho. Todos os que querem ostentar-se na carne, esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Pois nem mesmo aqueles que se deixam circuncidar guardam a lei; antes, querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne. Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura”.

gloria cruz 3Vemos neste texto que muitos líderes do primeiro século preferiram a religião judaica da circuncisão à cruz de Cristo. A circuncisão era um pequeno corte para tirar o prepúcio e isto era feito quando bebê. A dor passava logo e, o mais importante para eles, era o direito de freqüentar as sinagogas. Em suas conversas nas sinagogas apresentavam com orgulho o “diploma” da circuncisão. Eu sou circuncidado ao oitavo dia, diziam eles. Eu sou um judeu legítimo. Eu sou membro da igreja e sou batizado. Eles literalmente preferiram a circuncisão à cruz de Cristo. A cruz era a morte de si mesmo e para si mesmo. Era preciso vivê-la diariamente, portanto, bem mais complicado do que a circuncisão. Não foi à toa que a maioria preferiu a religião e não a cruz de Cristo. Além de a religião ser mais fácil, havia certo prestígio nela, de tal modo que se podia até mesmo ostentar-se diante dos outros. A religião é externa, material, visível. São catedrais enormes, roupas dos sacerdotes bem diferenciadas, ornamentos no templo e outras coisas mais. A cruz é uma cirurgia interna, do coração (Romanos 2:28-29). Outra agravante na escolha da cruz é que certamente haveria perseguição. A cruz e a religião são antagônicas. A cruz e a vontade carnal não se dão. A cruz e o prestígio não andam juntos. A cruz e a política não se misturam. A cruz, os ritos, os dogmas e os costumes religiosos não se harmonizam. Os crucificados eram perseguidos pelos religiosos. O apóstolo Paulo neste texto deixa claro que a cruz de nosso Senhor era a coisa mais importante no cristianismo. Os judaizantes haviam colocado a circuncisão no centro, no lugar da cruz, mas Paulo diz claramente que o centro é a cruz. Na cruz ele podia se gloriar, mesmo debaixo de perseguição e ameaça de morte. O apóstolo recebeu a revelação do Alto, entendeu as Escrituras e conheceu a missão redentora do Senhor Jesus. Ainda hoje muitas igrejas enfatizam o ensino bíblico, a conduta cristã, as doutrinas e costumes da igreja. O inimigo quer que aprendamos e tentemos cumprir toda a Escritura. Ele sabe que jamais conseguiremos vivê-la por nós mesmos e então ficaremos desanimados e incrédulos. Sem Jesus em nós, não cumpriremos os preceitos de Deus. O apóstolo combateu a circuncisão, algo que os judaizantes davam total importância. Ele deixou claro que não é a circuncisão que salva, como muitos judeus criam piamente. Gálatas 6:15 – “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura”. Esta palavra certamente provocou a fúria dos religiosos. O apóstolo, além de fazer uma afirmação bombástica contra a crença dos judaizantes, diz com convicção que, o que vale realmente, é ser uma nova criatura. O apóstolo se gloriava na cruz porque através dela que foi feito uma nova criatura em Cristo Jesus. Ele sabia que, sem cruz, ninguém pode nascer de novo. Nada na igreja pode substituir a cruz de Cristo; nada levará a igreja a gloriar-se, a alegrar-se, a realizar-se senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. A circuncisão e as demais coisas da religião são fúteis e inúteis sem a cruz de Cristo. Ao longo de muitos anos como evangélico, estudei as Escrituras, ouvi muitas mensagens lindas em conferências para pastores e líderes. Ouvi com atenção e entusiasmo ensinos sobre o sermão do Monte. Os ensinos do Senhor Jesus são maravilhosos, mas não era esta a Sua missão ao vir a este mundo. Tanto que o apóstolo nunca disse: “quanto a mim, longe esteja de gloriar-me senão no sermão do monte”. Muitas igrejas estão ensinando lições maravilhosas; tipo: como ser um vencedor, como prosperar, como ser cheio do Espírito Santo, como evangelizar, e etc. Tudo é muito importante, mas não é o centro do Evangelho de Cristo. Todo ensino que não está centrado na cruz de Cristo pode ser lindo, mas não vai funcionar. Somente a cruz de Cristo nos leva para Ele e nos traz Ele para dentro de nós. Só pela cruz o cristianismo funciona; do que contrário, será apenas um humanismo travestido de cristianismo. As palavras duras e verdadeiras do Senhor Jesus à Pedro precisam ser consideras. Mateus 16:23 – “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”. Os ensinos religiosos sem a cruz levam as pessoas a estarem debaixo da maldição da lei (Gálatas 3:13). Você percebe como tem crentes desanimados? Pregadores e escritores famosos trazem palavras convincentes e maravilhosas, tipo: “Como ser um vencedor?” Ouvir sermões assim nos deixa nas nuvens, nos animam a ser como Jesus e isto é muito bom; porém, sem a vida de Cristo em nós, tudo será uma mera utopia. A igreja está confusa; pois, perdeu a centralidade da cruz. Há uma mistura de religiões, denominações, modismos e um monte de entretenimento. Tudo porque deixou a centralidade da cruz. Colocaram a religião no centro. Ao atentarmos para as Escrituras veremos que, tanto os apóstolos como o próprio Cristo, estavam centrados na cruz. Leia Mateus 16:13-23. Pedro, inspirado pelo Pai faz uma afirmação maravilhosa a respeito do Senhor Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Magnífica afirmativa! Mas em seguida, a partir do verso 21 o Senhor os traz para a centralidade da cruz. O Senhor queria mostrar-lhes que não era Ele que iria salvá-los, mas o que Ele estaria para fazer é que faria toda a diferença. Em seguida, repreende Pedro, pois ainda queria a solução humana e religiosa; não a cruz. Somos como Pedro, sempre gostamos mais de outras coisas do que da cruz de Cristo. O Senhor nos salvou não porque veio como o Poderoso Filho do Deus Altíssimo, mas como uma ovelha muda que foi ao matadouro, isto é, para a cruz. Ele nos salvou como um servo humilde que obedeceu até a morte e morte de cruz. O Senhor quer que compreendamos a Sua morte de cruz e depois, como nova criatura, que atentemos aos Seus ensinos maravilhosos e à Sua Pessoa, tão doce e amável. Vemos claramente a centralidade da cruz nas palavras do Senhor no capítulo dezesseis de Mateus. No capítulo seguinte, Ele continua centrado na cruz. Mateus 17:22-23 – “Reunidos eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens; e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará. Então, os discípulos se entristeceram grandemente”. Os discípulos se entristeceram pela cruz, mas o que deveria acontecer é entristecer pelo pecado e alegrar na cruz. A cruz é vital! Por esta razão, ao lermos atentamente os evangelhos, encontramos o Senhor centrado na cruz. Até mesmo, na noite em que tomou a última ceia com os discípulos, Ele estava totalmente centrado na cruz (Lucas 22:19-20). O apóstolo Paulo entendeu a missão do Senhor para nos resgatar, por isso, gloriava na cruz. Mesmo debaixo de ameaças, ele não abriu mão daquilo que realmente é valoroso e crucial. Aos judaizantes, diante dos quais já havia feito uma declaração contrária à crença deles a respeito da circuncisão, o apóstolo ainda afirma: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo”.

Pr. Mário Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Agosto de 2013..

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