SOU EU?

mediaEU SOU, SOU EU, EU, EU NÃO, EU QUERO, EU VOU. Só dá o EU! No inglês, o eu só se escreve em maiúsculo. No Japão, o chefão da casa, ou o patrão, empina o nariz, coloca o eu bem na frente e diz: ORESSAMA! Fala de si como se fosse um deus. Usamos tanto o eu que nem percebemos o quanto somos o eu. Eu todo o dia, EU o dia todo. O lema da vida é: Eu sou mais eu! O eu vem em primeiro lugar e em segundo, pode ser o eu mesmo. O terceiro lugar pode ser para mim mesmo. O quarto lugar é: é meu! O quinto é: sou eu. Eu aqui, eu ali, eu e eu e mais eu. A combinação perfeita é: eu mais eu. É difícil admitir, mas no fundo, a verdade é esta: ESSE CARA SOU EU! Quando o nosso centro é o próprio eu, isto é pecado! Isto é negar Jesus Cristo como o Senhor da nossa vida. É endeusar a si mesmo. Pecado é não crer no Senhor Jesus. João 16:8-9 – “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo; do pecado, porque não crêem em mim;”. Uma pessoa egocêntrica crê nela mesma e não no Senhor Jesus, por isso está em pecado segundo o próprio Senhor. É impossível seguir o Senhor e ao mesmo tempo seguir a si mesmo. Não dá para ter dois senhores ao mesmo tempo. Certamente vai agradar a um e aborrecer ao outro! Por isso o Senhor disse àqueles que queriam segui-Lo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo”. Segundo o ponto de vista do Senhor, o eu é o grande empecilho para sermos discípulos Dele. O Senhor nos ensina que devemos renunciar a centralidade de nós mesmos. O eu não pode mais estar no trono; ele não pode continuar sendo o reizinho. Pecado é continuar sentado no trono de sua própria vida. Pecar não é simplesmente praticar atos errados. É ser errado. É estar errado. É assumir uma deliberada e decisiva atitude de independência de Deus. O pecado é uma rebelião contra o governo de Deus. Não é apenas uma conduta ímpia, mas acima de tudo, uma atitude de auto-suficiência. Pecado é a inimizade contra Deus. Infelizmente a maioria não tem consciência desta situação. O cerne do pecado é quando queremos ser o nosso próprio deus. Isso veio do Éden e tem sido alimentado de geração em geração pela sociedade. Nascemos com isto no coração. Somos rebeldes e insubmissos a Deus por natureza e isto nunca vai mudar, nem mesmo com a religião. Nossa vontade constantemente prevalece sobre a de Deus. Isso é tão natural em nosso dia-a-dia. O homem não foi criado para competir com Deus, para tomar o lugar de Deus, para ser independente de Deus. Essa persuasão vem do maligno! Se a luz do evangelho não recair sobre nós, seremos capazes de viver o resto da vida independente de Deus, longe Dele. Sabemos que o homem valoriza vencer pela sua própria força, tornar-se independente de tudo e de todos. Assim ensina a sociedade em que vivemos. Os ricos e poderosos são os melhores. Na realidade, isso tudo é abominação diante de Deus. Precisamos receber a revelação de que em nosso ser não habita bem nenhum; do contrário, vamos procurar viver de modo correto segundo a religião. Se isto acontecer, ficaremos cegos quanto ao pecado do egocentrismo. Nosso coração já está contaminado. Viver por si é negar a Jesus Cristo e então, anula-se todo o plano de salvação. Despreza-se a cruz de Cristo e descarta o único Salvador. A essência do pecado é nossa alegação de que temos direitos sobre nós mesmos. Uma das coisas que mais perturba o homem é o fato dele perder o controle de si mesmo. Ele ama ser o senhor de si. A vida cristã começa com um ato de renúncia de si mesmo pela cruz. Pela cruz estamos abrindo mão de nós mesmos e entregando todo o governo a Jesus Cristo, o Senhor. Ser um crucificado significa que ele não tem mais direito sobre si. Apenas o Senhor Jesus o tem. Jesus Cristo torna-se o único Senhor em sua vida. Jesus Cristo tem o controle de tudo. Ele é o Senhor. O Senhor, antes de receber toda exaltação, humilhou-se e esvaziou-se de si mesmo. Mas antes destas coisas, Ele não usurpou o ser igual a Deus. Filipenses 2:6 – “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;”. Ele abriu mão! Aí está o segredo que O levou a vir a este mundo como um Servo humilde. Em sua vida terrena, Ele foi manso e humilde de coração. Ele, apesar de ser Deus, não veio como Deus a este mundo. Veio como um homem simples, um carpinteiro de Nazaré. Quando nascemos de novo, o cerne de tudo em nossa vida é trocado. Sai o eu e entra Jesus Cristo. Agora a vida pode dar certo. Nossos relacionamentos serão diferentes. Nosso foco será outro. Só a cruz pode tirar o eu do centro e levar-nos a viver para Jesus. Isto é ser salvo do pecado. Pecado é achar que o eu deve estar no centro. Viver de modo egocêntrico é viver no pecado. O salvo é aquele que abriu mão de si mesmo. Agora está debaixo do senhorio de Jesus Cristo. Sou eu? Claro que sim! Responde o pecador perdido. Mas o cristão diria: Não, de modo algum. É Jesus Cristo! Sou eu o centro? Não mais. A cruz tirou a centralidade do eu e colocou Cristo no centro.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Outubro de 2013.

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