IDENTIFICADOS COM CRISTO

imagemPassei muitos anos de minha vida vivendo pela minha própria fé. Sempre achei que eu tinha fé suficiente e por isso sempre permaneci na “igreja” (denominação). Minha fé, no entanto, sempre foi oscilante e cambaleante. Muito esforço, muita dedicação, muito zelo e muito compromisso com a igreja. Com isso, achava-me um bom crente. Esse esforço todo provinha de um “interesse camuflado, um egoísmo disfarçado”. A grande verdade é que fui um crente interesseiro e cara de pau. Fui à igreja porque queria ser uma pessoa melhor, queria proteção contra o reino das trevas. Sempre orei pedindo proteção sobre mim e minha família. Pedia para Deus colocar os anjos para nos guardar, especialmente quando ia viajar. Orei incontáveis vezes para Deus me abençoar financeiramente, me fazer próspero e com cara de pau dizia: para a Tua glória! Eu queria que Deus me desse muito dinheiro para eu poder construir um templo maravilhoso para a “glória de Deus”. Percebe o interesse atrás disso? No fundo eu queria era a minha segurança neste mundo. Não queria passar fome nem privações, por isso pedia constantemente “bênção e prosperidade”. Minha fé era interesseira porque sempre pedia para Deus me livrar das enfermidades e acidentes. Eu dizia que queria ter saúde para poder servi-Lo melhor. Eu era tão convincente que acabava acreditando em mim mesmo. Com o passar dos anos, minha religiosidade interesseira foi se tornando tão corriqueira que não percebia de modo algum que era tão interesseiro. Minha fé na minha fé era também para poder um dia ir para o céu. Por isso eu não abandonava a igreja. Lia a Bíblia para poder conhecer a Palavra a fim de orar segundo a vontade de Deus e segundo os meus próprios interesses. Até mesmo como pastor, passava horas preparando um bom sermão para, no fim, ser reconhecido pela igreja. É vergonhoso ver o quão interesseiro vivi nestes últimos trinta e três anos. Eu gostava da igreja onde era membro e pastor por que ali havia respeito e admiração para comigo. Eu tinha a atenção, o carinho e a amizade “interesseira”, diga-se de passagem, por parte deles e da minha também. Fico impressionado como o mundo religioso é recheado de interesses próprios. Pela misericórdia de Deus, foi dada a revelação desta terrível natureza que habitava em mim. Foi me dado ver o quão perverso e pecador eu era, mesmo estando a tantos anos na igreja. Mesmo tendo passado quatro anos em um seminário teológico, tendo sido nomeado pastor, minha natureza perversa continuava intacta. Era preciso usar muita “maquiagem religiosa” no dia-a-dia. Quando o Senhor chamou os fariseus de “sepulcros caiados” e “hipócritas”, a carapuça servia perfeitamente em mim. Cansado desta vida de disfarce, a misericórdia e graça de Deus me alcançaram. Após a revelação desta natureza pecaminosa que precisava ser trocada, graciosamente o Senhor revelou Sua preciosa obra na cruz. Eu entendia que a obra da cruz era apenas para Deus perdoar os meus pecados. Eu jamais imaginava que a cruz era para me “salvar” dos meus pecados. Jesus veio para me salvar dos meus pecados (Mateus 1:21). O profeta João Batista disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados”. Não apenas perdoa, mas “tira” o poder do pecador sobre nós. De que adianta Deus me perdoar hoje se amanhã vou pecar outra vez? Minha vida seria um constante “pecar” e um constante “pedir perdão”. Eu seria um eterno miserável, como o apóstolo diz em Romanos 7:24 – “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”. Esta expressão mostra o assassino que carrega o corpo da vítima em suas costas. Este era o castigo imposto aos que cometiam homicídio. Ele era obrigado a carregar o corpo da vítima, amarrado em suas costas, por dias e noites. Mas, “graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (v.25). Na cruz o Senhor nos libertou do corpo desta morte. Juntamente com Ele o nosso velho homem foi crucificado e assim o corpo do pecado foi destruído, trazendo então a maravilhosa libertação do poder do pecado sobre nós (Romanos 6:6). A cruz de Cristo não foi somente para nos perdoar os pecados, mas para nos trazer uma IDENTIFICAÇÃO com Ele. Foi exatamente a revelação desta IDENTIFICAÇÃO em Sua morte que me transformou em um verdadeiro filho de Deus. Essa IDENTIFICAÇÃO está clara em Romanos 6:1-8. Nestes versos encontramos as expressões: “em Cristo”, “com ele” ou “com Cristo”. Isso denota uma IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO.  Quando fomos atraídos e incluídos em Cristo na cruz, isto resulta em uma IDENTIFICAÇÃO COM ELE. A partir da co-crucificação, isto é, morte e ressurreição juntamente com Cristo, há uma IDENTIFICAÇÃO COM ELE. Agora Cristo passa a viver em nós. Essa identificação trouxe uma nova identidade para mim: CRISTÃO. Antes eu era crente ou evangélico; agora sou cristão. A cruz é o único elemento neste Universo todo, capaz de trazer este carimbo: UNIDOS COM CRISTO, IDENTIFICADOS COM CRISTO. Na cruz, Deus fez tudo para que não precisemos viver como INTERESSEIROS RELIGIOSOS. Ele nos deu JESUS CRISTO, O NOSSO TUDO. Quando morremos com Ele na cruz, nossa disposição para o pecado morreu também. Ao sermos crucificados com Cristo, o poder do pecado foi retirado de sobre nós, apesar dele ainda nos rodear. Mesmo tendo nascido de novo, a presença do pecado nos rodeia e nos atenta para que voltemos à vida de pecados como outrora. Nossa identificação na morte de Cristo não só tirou o poder do pecado como também tirou o direito a reivindicação dos meus próprios direitos. Passei a ser um homem que não vivo mais como antes, isto é, UM INTERESSEIRO E EGOÍSTA DE PRIMEIRA GRANDEZA. Agora estou crucificado com Cristo. Nesta nova vida não estou tentando imitar a Cristo como sempre procurei fazer com todas as minhas forças e boa vontade. Não estou mais me esforçando para viver a vida cristã correta, especialmente diante dos meus líderes. Agora estou identificado com Cristo em sua morte. Isto significa que agora não sou mais eu quem vivo, mas Cristo vive em mim. Não perdi a individualidade do meu corpo, mas perdi a vida da alma que me impulsionava a satisfazer aos desejos da carne e do ego. Agora a vida de Cristo é que se manifesta em mim. Sua vontade é a que vale, não mais a minha. Não vivo mais a vida de interesse próprio, mas vivo identificado com Cristo. Agora é Cristo quem se manifesta, Ele é nossa vida. A individualidade permanece, mas a mola-mestra, a disposição predominante é radicalmente alterada. Permanece o mesmo corpo humano, mas os antigos direitos satânicos sobre minha vida foram tirados e passados para o único Senhor e Soberano: JESUS CRISTO. Neste novo viver não vivo a vida que eu sempre quis, mas a vida de Cristo. Agora as pessoas podem ver Cristo em nós, sentir o bom perfume de Cristo e ver que em nós há a luz de Cristo. Nesta nova vida, vivo pela fé “do” Filho de Deus. Essa fé, não é nossa fé, no Filho de Deus, mas é a fé que vem do próprio Filho de Deus que agora é nossa. Não é mais aquela antiga e ineficaz “fé na fé”, mas é uma fé viva que transpõe todos os limites humanos, pois é a fé do Filho de Deus, aleluia! Somente pela cruz, a vida de INTERESSE PRÓPRIO tem o seu fim e, começa-se uma nova vida: A VIDA DE IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO. Esta é a nova vida, a vida que funciona, a vida que vence. Nesta nova vida, o segredo é a vida de cruz, vida de morte de si mesmo. Pois quanto mais cruz, mais Jesus se manifesta em nós. Esta vida de IDENTIFICAÇÃO jamais terá fim. Estaremos eternamente Nele e Ele em nós. “Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós” (João 14:20).

IDENTIFICADOS COM CRISTO

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami    

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Outubro de 2013.

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