A VERDADEIRA CRUZ

verdadeira_cruzFaz alguns anos que, pela graça de Deus, temos ouvido a mensagem da cruz de Cristo. Estamos empolgados e maravilhados com a preciosidade da cruz em nossa vida e igreja. Era essa a peça que faltava para que a vida cristã viesse a funcionar. Pela cruz, Cristo nos foi dado de modo cabal e eterno. Podemos nos gloriar na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo porque ela permitiu receber a Pessoa de Cristo em nós. O Cristo crucificado nos atraiu em Sua morte e, na Sua ressurreição, passou a viver em nós. A verdadeira cruz nos uniu a Cristo para sempre. Nada mais vai nos separar de seu grande amor. Assim como o Pai e o Filho são um; nós, em Cristo, também somos um com Deus para todo o sempre (João 17:21). Esta igreja tem recebido a graça de Deus para viver como uma igreja crucificada. Por esta razão, ela precisa estar alerta contra os enganos do inimigo a respeito da cruz. Sabemos que o inimigo é o pai da mentira; a mentira é a essência de sua vida. Ele jamais se firmou na verdade e nele não existe verdade. Ele é mentiroroso e fala do que lhe é próprio (João 8:44). Sem dúvida alguma ele tem distorcido a mensagem da cruz. Isto está tão claro quando vemos o mundo banalizando a cruz com sinais e ornamentos. Jogadores de futebol fazendo o sinal da cruz ao entrar em campo ou ao realizar uma boa jogada. O que a cruz tem a ver com o futebol? Fico triste ao ver pessoas fazendo o sinal da cruz pelo fato de saber que está no engano. O sinal da cruz não tem nada a ver com a cruz de Cristo. Jesus Cristo jamais fez o sinal da cruz. Para Ele, a cruz era sinal de morte para nos resgatar do pecado. Para nós, a cruz não é algo a ser demonstrada fisicamente; mas vivida diariamente ao negar a carne, o ego e o mundo. A cruz é real quando morremos para nós a fim de vivermos para Deus. A cruz de Cristo não é algo banal, uma simples expressão de crença ou denominação religiosa. A cruz de Cristo é o mais revolucionário, estupendo e extraordinário fato que já ocorreu na humanidade. Ela não é para ser exposta ou pendurada como ornamento; mas é para ser vivida interiormente, no coração.

Ela só funciona no interior, jamais no exterior. No primeiro século da era cristã, os discípulos foram perseguidos e dispersos a fim de levar a mensagem da cruz para o mundo. Eles não tinham outra mensagem a não ser a do Cristo e este crucificado (I Cor. 2:2). Esta cruz verdadeira revolucionou o mundo de então. Transformou o perseguidor de cristãos, Saulo de Tarso, em um pregador da Palavra da cruz. Libertou os cativos do pecado e de Satanás e trouxe para a luz e salvação. É esta verdadeira cruz de Cristo que precisamos conhecer e viver a cada dia. Vemos pela história que essa rude; porém poderosa cruz de Cristo foi pouco a pouco sendo transformada. De instrumento de morte para objetos de adorno. A verdadeira cruz não tem nada a ver com o exterior, com beleza física, com ornamentos. Se você pendurar um crucifixo no pescoço, nas orelhas, nos pulsos ou nos tornozelos; nada, em absoluto, mudará. A cruz verdadeira mudou o curso da história da humanidade e tem poder para mudar a nossa história ainda hoje. Distinguimos a verdadeira cruz ao ver que ela mata, isto é, põe fim à existência da escravidão do pecado e do velho homem. A verdadeira cruz não tem nada a ver com jóias; mas tem tudo a ver com o pecado e o velho homem. A verdadeira cruz tem poder para destruir o poder que o pecado, o ego, a carne e o mundo exercem sobre o homem. Assim como o míssil teleguiado tem o seu alvo escolhido para destruição; assim também a cruz verdadeira só tem um alvo: destruir o velho homem com os seus feitos. Usar a cruz para outras razões é perda de tempo; é distorcer o Evangelho. O objetivo final do míssil é destruir o alvo. Igualmente, a cruz verdadeira, tem como objetivo destruir o velho homem. No percurso não há como parar, desviar ou anular. Quando Deus dá a revelação de sua inclusão na morte e ressurreição de Cristo, não tem como desviar a ação da cruz. O pecador certamente morrerá com Cristo, não fisicamente; mas o seu velho homem de pecados. Após a crucificação com Cristo, o mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos atuará e ressuscitará o pecador para uma nova vida. Quando somos crucificados com Cristo nada mais resta a não ser tornar uma nova criatura. O crucificado está destinado a receber um novo coração, uma nova vida. Certamente haverá libertação do pecado, do ego, da carne e do mundo. Ele é chamado à liberdade, à vida abundante, vitoriosa e eterna. Sua vida muda completamente de rumo. Antes vivia para si, para o pecado, para a satisfação da carne e para os deleites do mundo. Agora, livre destas coisas, alegremente vive para o Senhor Jesus Cristo. Em Cristo encontra todo o deleite e suprimento para continuar peregrinando até ao céu.

Em Cristo tem toda a proteção, direção e segurança. Por isso, muitos cristãos antigos cantavam em meio a sofrimento e pobreza: “Em meu viver cantando vou! Aleluia! Aleluia! Em meu viver cantando vou, pois Cristo meu fardo levou!” Em japonês este hino chama-se: “utaitsutsu ayuman”. Este hino diz que o pecado, o medo e a dor ficaram na cruz. Agora, o amigo e pastor Jesus Cristo, com sua ternura e compaixão nos sustentará até chegarmos ao céu. A verdadeira cruz levou o fardo, o medo e a incerteza. Ao acabar com a velha natureza pecaminosa, Deus nos permite participar da Sua natureza e então deixamos de ser como a lagarta que rasteja por este mundo. Deixamos a velha vida quando vivíamos sempre murmurando, chorando, oprimido, derrotado e escravizado pelo pecado e marcado por uma vida de maldição. A verdadeira cruz trouxe total mudança em nossa vida. Em meio à tribulação caminhamos com fé e esperança em Cristo. A verdadeira cruz atinge o seu alvo, cumpre cabalmente sua missão de matar o velho homem adâmico. Ela não brinca, não é desleixada, não barganha e jamais faz concessão. Ela é fatal! Ela põe fim à primeira vida proveniente do primeiro Adão a fim de dar início à nova vida no último Adão, JESUS CRISTO. A verdadeira cruz destrói o velho modelo de vida e em Cristo nos leva à uma nova vida que glorifica a Deus. A verdadeira cruz produz o verdadeiro cristianismo. É muito fácil ao pregador da cruz ir se adaptando em sua pregação. Uma cruz mais “soft”, “mais maneira”, mais confortável; pois ele próprio sabe que a verdadeira cruz é rude, é séria e tem medo que os seus ouvintes não gostem. A verdadeira mensagem da cruz, no início, não agrada a ninguém. Mas aqueles que recebem a graça de entendê-la e por ela são transformados, não desejarão ouvir outra mensagem além a do Cristo crucificado. Diante da verdadeira cruz temos apenas duas opções: fugir dela ou morrer nela. Aceitar a nova e cômoda cruz é fugir dela. Não negar a si mesmo e tomar a sua cruz diariamente é fugir dela. Ouvir a palavra da cruz e não responder à ela é fugir dela. Admirar a pregação da cruz e não abraçá-la verdadeiramente é fugir dela. Ouvir e logo se esquecer dela é, sem dúvida alguma, fugir dela. Quantos têm fugido da verdadeira cruz em nossos dias? Anos ouvindo e nenhuma transformação. Isso caracteriza fuga da cruz. Outra opção é encará-la, aceitá-la e vivê-la. Negar a si mesmo, vida de renúncia, vida Cristocêntrica. Vida de negação da carne, fazer morrer a natureza terrena, crucificar o ego e o mundo. Isso é tomar a cruz. Aceitar a cruz é submeter todo controle de sua vida ao Senhor Jesus. É entrega absoluta; é a total negação do eu e a entronização de Jesus Cristo como Rei e Soberano. É deixar Deus destruir o velho homem e dar uma nova vida, a vida de Cristo. A verdadeira cruz acaba com a vida egocêntrica e traz a vida Cristocêntrica. Jesus Cristo abraçou a cruz e foi glorificado. E você, vai encarar a verdadeira cruz?

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami   –   Comunidade Bíblica Regenerada

Maringá, Novembro de 2013.

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