CRISTÃO É

II Coríntios 5:14-15 – “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”.

cristAOA natureza decaída do homem é perversa. Sua direção não é reta, seu caráter e seu intento é doloso. O homem tem a tendência de ir para a direção errada, para as coisas deste mundo e para as coisas que levam à sua própria satisfação carnal. Sendo assim, é fácil o maligno levar o homem para longe de Deus. O inimigo coloca um padrão de vida egocêntrico e materialista e muitos vão nesta direção. Até mesmo os crentes seguem o padrão do maligno sem saber. Vivemos dias difíceis e precisamos mais do que nunca conhecer a verdade para que não sejamos enganados. Nem tudo que se ensina na igreja ou que um “pastor” prega é a verdade. Nem todo aquele que é chamado de pastor, de fato, é um pastor do Senhor. Se o ensino não estiver pautado na Palavra de Deus e na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, poderá haver erros e enganos. Precisamos muito da Palavra de Deus, lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. Hoje em dia, dizer-se crente não vale praticamente nada; aliás, pode até mesmo ser negativo. Dizer-se pastor, é sinônimo de impostor. Não que, de fato, os crentes e os pastores são assim como dizem. A razão está nos falsos irmãos que sorrateiramente se entremetem na igreja e dão mal testemunho. Homens perversos, malignos, travestidos de santos. Eles vivem com a missão de perverter os retos caminhos do Senhor e envergonhar Seu santo nome. Os apóstolos, em suas epístolas, nos advertem repetidas vezes contra esses falsos profetas. Vivemos tempos de muito engano nas igrejas; por isso, precisamos conhecer a verdade. É preciso aprender a distinguir as árvores pelos seus frutos. Não apenas ouvir seus belos discursos, mas ver sua vida familiar e financeira, moral e espiritual. Veremos um pouco a respeito do verdadeiro cristão. Charles Hodge, teólogo reformado do século XIX trouxe uma bela definição de cristão baseada em II Coríntios 5:14 e 15: “cristão é aquele que foi tão constrangido pelo amor de Cristo que entregou totalmente sua vida à Ele”. Recebeu a graça de ver tamanho amor demonstrado na cruz que, agora, está totalmente constrangido. Em consequência, entrega totalmente sua vida à Cristo. Cristão é aquele que é incondicionalmente amado pelo seu Senhor. Tem forte convicção de ser amado pelo Senhor Jesus Cristo. Sabe que o seu Senhor o ama tremendamente; é feliz e grato por este amor imensurável. Experimentou esse amor extravagante na cruz do Calvário. O cristão está extasiado, impressionado, impactado pelo amor de Cristo. Ele está pasmo e ao mesmo tempo transbordante devido a este amor tão grande. João 15:13 – “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos”. Não sabe o que pode fazer diante de tão grande amor; só lhe resta entregar-se incondicionalmente à Ele. Assim o faz! Devido ao amor de Cristo, agora vive para Ele, por Ele. Seu olhar agora está fixo em Cristo, seu coração bate por Ele, sua vida pertence à Ele. O cristão foi envolvido com tanto amor que sequer lembra de si mesmo, dos seus interesses próprios, suas preocupações com este mundo e seus anseios pessoais. Não vive mais para si mesmo; vive somente para o seu Amado Senhor. Cristão é aquele que foi ganho pelo amor e, agora, vive amando Aquele que o amou com tão grande amor. Sua vida é regida pelo constrangimento deste amor. Seu maior desejo é corresponder a esse amor constrangedor. Passa a viver para o agrado do Senhor. Nada mais lhe importa; apenas o seu Senhor. Neste texto, vemos que o que realmente nos constrange é o fato deste amor se traduzir em morte de cruz. Quando o Salvador se deu na cruz por nós, provou tamanho amor que isto o constrangeu sobremaneira. É o amor da cruz que nos constrange sobremaneira. Ele morreu por nós! Que fato estrondoso! Que amor maravilhoso! Mas, para o apóstolo não foi exatamente este fato que o constrangeu. O que mais lhe constrangeu é que a morte da cruz era também a sua morte. Jesus Cristo não só nos substituiu, mas acima de tudo nos incluiu em Sua morte. Portanto, quando Ele morreu, nós também morremos com Ele. A nossa morte inclusiva nos constrange; isto é o puro amor do Salvador. Nessa morte fomos libertos e justificados do pecado. Foi o início do nosso novo nascimento, da nova vida. Tudo se fez novo! Agora Cristo vive em nós. Quer prova maior do amor Dele por nós? Ele vive em nós! Isso é amor! Isso nos constrange! Ninguém mais poderia fazer algo tão extraordinário. Nada há neste mundo que se compare a este tão grande feito de amor. O amor de Cristo está no fato de morrer por nós e nos incluir em Sua morte. A nossa merecida morte devida ao pecado foi paga pela imerecida morte Dele, não é isto amor? A nossa desgraçada vida velha foi substituída pela nova e maravilhosa vida de Cristo. Não é isto constrangedor?

Dizer como o apóstolo em Gálatas 2:19 e 20 – “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”; é a mais pura expressão de amor. Quando o apóstolo recebeu a revelação de sua inclusão na morte de Cristo, isto lhe foi por demais constrangedor. Isto foi o maior amor que já tinha visto em toda a sua vida. Cristão é aquele que experimentou este amor extravagante e constrangedor. Saber que quando Cristo morreu, ele também morreu com Cristo. Cristão é aquele que tem convicção que Cristo morreu por ele e que ele também morreu quando Cristo morreu. Cristão é aquele que recebeu tamanho amor no ato da cruz que, com alegria passa agora a viver para Ele. O cristão é aquele que responde afirmativamente a este tão grande amor sacrificial. Viver respondendo a este amor torna-se a razão de sua vida. Viver para Cristo, não mais para si mesmo. O amor de Cristo na cruz ao incluí-lo em Sua morte nos constrange tanto que passamos agora a viver alegremente para Ele. Quando Cristo nos incluiu em sua morte, morremos para o ego, isto é, morremos para aquilo que fazíamos para o nosso próprio agrado e satisfação. Morremos para o mundo, para a concupiscência dos olhos, da carne e para a soberba da vida. Morremos para o pecado da carne a fim de viver para Deus. I Pedro 3:18 – “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificados no espírito”. Sim, quando morremos em Cristo, morremos para o pecado. I Pedro 2:24 – “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados”. A morte tem como objetivo a nova vida. Morrer para o pecado é poder viver para a justiça. Morrer para si mesmo é poder viver para Deus. O amor da cruz nos constrange! Cristão é a pessoa que vive sob o constrangimento do amor do Cristo crucificado. Ser cristão não é crer em um conjunto de ensinos sobre o amor de Deus. É uma experiência de ser constrangido pelo amor de Cristo e responder a este amor entregando-lhe toda a vida. Cristão é aquele que, constrangido pelo amor de Cristo passa a viver para o seu inteiro agrado e sua glória eterna. Ser cristão é viver constrangido pelo amor de Cristo e viver para Ele, movido por este amor constrangedor.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Abril de 2014.

Anúncios

Um pensamento sobre “CRISTÃO É

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s