NÃO AMEIS O MUNDO – PARTE 01

I João 2:15-17 – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”.

amar mundoConforme os ensinos bíblicos, podemos encontrar dois tipos de pessoas. Aqueles que são do mundo e aqueles que são de Cristo. Ou estamos em Cristo ou estamos no mundo. Não há meio termo! De que lado você se encontra? A resposta para esta pergunta determinará o seu futuro. Irá para a glória celestial ou para o lago do fogo! Não amar o mundo tem alcance eterno. Levar a sério o verso acima é crucial para determinar o nosso destino. Não importa se você é rico, famoso, culto e sadio. Nada disso pode intervir quanto ao seu futuro. O que vai determinar é o fato de você ser de Cristo ou do mundo. Cristo ou o mundo? Esta pergunta é o divisor. Por ela saberemos onde vamos parar. Os filhos do mundo e os filhos de Deus estão bem separados. Podemos ver isto em diversas partes da Bíblia. Analisemos o Salmo 17:13-14 – “Levanta-te, Senhor, defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a tua espada, com a tua mão, Senhor, dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre tu enches dos teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos”. Certamente os inimigos da cruz são mundanos. Filipenses 3:18-19 – “Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas”. A cruz e o mundo não se combinam. Um mata o outro de acordo com Gálatas 6:14. Ou o mundo nos afasta da cruz de Cristo ou a cruz nos faz morrer para o mundo e o mundo para nós. Ainda que ouçamos a Palavra da Cruz, se não houver uma total alienação quanto ao mundo, seremos do mundo. O crente Raimundo, simplesmente é um mundano disfarçado de crente. O mundo significa a vida vista, imaginada e vivida sem Deus. Uma vida indiferente a Deus. O mundo é a massa de pessoas que vivem alienadas de Deus, indiferentes à Pessoa do Pai. Eles não conhecem a Deus e jamais conseguirão conhecê-Lo pela sua própria sabedoria (I Coríntios 1:21). O homem, por si só, não pode encontrar a Deus. É Deus em Sua misericórdia, graça e amor que encontra o homem. Por acaso o bebê nasceu porque ele quis nascer? Óbvio que não! Nosso nascimento espiritual também vem do Alto (João 1:13). O homem mundano vive segundo o curso do mundo, segundo seu próprio pensamento e capacidade. Efésios 2:1-3 – “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”. A proposição de satanás para o mundo é colocar o homem no centro de tudo e fazê-lo a suprema autoridade. O pensamento que tudo é para nós, que devemos viver a nossa vida, construir a nossa casa, comprar o nosso carro e ter o nosso dinheiro. Essa é a mais pura filosofia do mundo. Portanto, a característica marcante do mundano é a cobiça, a avareza, o amor ao dinheiro e a preocupação por si mesmo. Os mundanos são marcados pelos desejos desenfreados dos olhos, da carne e a soberba da vida. Quando procuramos nossa satisfação e glória, certamente estamos vivendo como um mundano. Comer, beber e se divertir é o lema do mundo. Eles procuram sempre adquirir para si e expor sua riqueza. São sempre cheios de ambições e soberba e está sempre à procura de possuir mais coisas deste mundo. Todos buscam, desenfreadamente, possuir para desfrutar os prazeres da carne.

O cristão é essencialmente um morador temporário neste mundo. É uma pessoa que realmente está caminhando ou peregrinando. Pode estar aqui; porém, vive sempre como quem está olhando para além deste mundo. Colossenses 3:1-2 – “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;”. Filipenses 3:20 – “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. Hebreus 11:16 – “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade”.

Nasci em uma pequena cidade do interior de São Paulo, em uma casa que se tornou pequena devido a quantidade de pessoas dentro dela. Em apenas um quarto, éramos cerca de oito irmãos dormindo juntos. Muito apertado! Mas em 1967 mudamos para uma linda, espaçosa e luxuosa casa. Agora, em um quarto bem maior do que o anterior, dormia apenas eu e meu irmão. Lembro-me do ano de 1966 quando a enorme casa estava sendo construída. Diariamente íamos ver a construção com muita empolgação e alegria. Dia após dia, até o dia em que adentramos, nosso coração estava voltado para a nova casa. Quanta expectativa! Em nenhum momento ficamos desanimados ou desconfiados. Era questão de tempo. A alegria e a esperança eram tantas que, não foi registrado em minha memória, a impaciência da espera. Tudo novo, tudo lindo! Quando mudamos, ficamos maravilhados. Corríamos de quarto em quarto, de banheiro em banheiro, de sala em sala. Tudo era tão maravilhoso. Essa foi minha grande expectativa de infância; porém, agora, tenho a maior e a melhor de toda a minha vida. Em nossa antiga casa havia mármores e granitos, tudo era muito “chic”; porém, na nova casa haverá muito ouro. Apocalipse 21:18-19 – “A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas…”.

Lembro-me também que, apesar das luminárias lindíssimas, quando chovia muito, faltava energia. Havia medo e ficávamos no aguardo de alguém acender uma vela para que pudéssemos sentir mais seguros. Ficávamos em volta das velas, passando o dedo por cima, para mostrar que éramos corajosos como os mais velhos. Quando a luz voltava, era um grito de alegria e, lá íamos soprar as velas. Muitas e muitas vezes faltou luz em nossa linda casa. Que bom saber que na nova casa não faltará luz jamais. Apocalipse 21:23 – “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Cada dia mais com Cristo, minha expectativa pelo meu novo lar aumenta. Quanto mais aguardo a mudança, tanto menos lembro deste mundo. Nestes dias, a TV tem mostrado os times de futebol, vindo para disputar a Copa do Mundo no Brasil. Eles ficam em cidades, resorts e hotéis. Ficarão alguns dias, até o término da competição. Depois, certamente, voltarão para o país de origem. Todos estão conscientes que, em breve, retornarão à sua pátria. Temos também esta consciência? Estamos contando os dias para a nossa volta ao lar celestial? Nestes últimos dias, é de extrema necessidade que aprendamos a esperar e ansiar a volta de Cristo. No final da Bíblia encontramos a expressão: “Vem, Senhor Jesus!” ou MARANATA! Assim precisa dizer a igreja hoje. Precisamos amar a vinda de Cristo, precisamos aguardá-Lo, dia após dia. Como o escritor de Hebreus, precisamos “aspirar” pela pátria celestial (Hebreus 11:16).

A igreja deve ser uma “paróquia”. Esta palavra no grego: “paroikein” significa morar em um lugar, mas não ser um cidadão naturalizado dali. O substantivo “paroikia” veio a significar um grupo de pessoas estrangeiras no meio de uma comunidade local. Apesar de viver em comunidade dentro de uma comunidade maior, este grupo não aceita os padrões e costumes presentes ali. O padrão seguido é o de Deus e não do mundo. Cristão é aquele que tem cidadania celestial. Aqui é apenas um estrangeiro.

Dr. Alexander Duff, um missionário escocês estava viajando pela Índia no ano de 1849. Subiu o rio Ganges e, na cidade de Futehpur-Sikri, que fica cerca de 40 km de Agra, encontrou uma enorme mesquita maometana. O pórtico tinha quase 40 metros de largura. Do lado direito, viu uma inscrição em árabe: “Jesus, sobre quem seja a paz, disse: O mundo é meramente uma ponte: deveis passar por ela e não construir sobre ela a vossa morada”. Pode até ser que o Senhor tenha dito isso; mas, a verdade é que para todo cristão, o mundo nunca pode ser um fim e um alvo em si mesmo. Pois, ele é um peregrino que está caminhando em direção à sua pátria celestial. O Pai não quer que amemos o mundo, pois seu amor nos chama para estarmos juntos Dele eternamente. Deus sabe que, se amarmos este mundo e tudo quanto nele há, certamente não subiremos com o Filho. Precisamos levar muito à sério esta palavra do Pai: NÃO AMEIS O MUNDO!

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Junho de 2014.

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