A MATEMÁTICA DA CRUZ

“O começo da grandeza é ser pequeno; o acréscimo da grandeza é ser menos e a perfeição da grandeza é ser nada”. D.L.Moody

MatemáticaA matemática da cruz é algo novo para a maioria das pessoas. Desde o nosso nascimento físico, aprendemos a matemática do mundo. A matemática do mundo consiste em duas operações: adição e multiplicação. A matemática da cruz é: subtração e divisão. Naturalmente estamos sempre querendo ganhar mais, multiplicar o que temos. Jamais pensamos em diminuir o que possuímos; pelo contrário, lutamos constantemente com o fim de aumentar. Detestamos dividir ou subtrair. Por esta razão, vivemos sempre na direção contrária à que o Senhor Jesus e os apóstolos andaram.

De fato, a matemática da cruz, é uma loucura para os que não entendem a ação da cruz. Fomos criados e formados para avançarmos em direção contrária ao da cruz. Por esta razão, não chegamos a experimentar o poder de Deus contra o pecado, o ego, o mundo e o inimigo. O próprio Filho de Deus não hesitou em ir para a direção da cruz. Desde o início, quando ainda na glória, Ele resolveu esvaziar de si mesmo e se humilhou tomando a forma de servo. Deixou Sua glória, majestade e poder e se transformou em um simples e humilde servo sofredor. Esta é a maior subtração que podemos ver em toda a história. Ninguém, tão grande e poderoso, se fez tão pequeno e fraco. II Coríntios 13:4 – “Porque, de fato, foi crucificado em fraqueza;”.

Quando, no início do seu ministério terreno, ao ser batizado pelo profeta João Batista, ao sair do rio Jordão, nem mesmo calçou suas sandálias surradas. Andou descalço, tal como os escravos ou os miseráveis que não tinham sequer condições de comprar uma simples sandália. O Rei que se tornou servo por amor. O Deus Todo Poderoso, Criador de todas as coisas, o Dono do mundo, veio como um simples e humilde servo. Ele diz com toda a simplicidade e firmeza: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45). Que convicção e firmeza quanto à vida de cruz! O Senhor aplicava em Sua vida de servo, constantemente, a matemática da cruz.

No mundo daquela época e também hoje, a matemática da cruz é para os loucos. Porém, apenas estes loucos experimentam o poder de Deus contra o pecado e as trevas. Esta mensagem vai desagradar a maioria; por isto, é preciso que a graciosa revelação de Deus nos seja dada para que compreendamos com todas as letras a maravilhosa matemática da cruz.

O apóstolo Paulo seguiu as pegadas de seu Mestre e Senhor. Saulo de Tarso foi instruído aos pés de Gamaliel, um grande e respeitado erudito da época. Ele foi um fariseu extremamente zeloso, um judeu de primeira classe. Mas, quando conheceu Aquele que trilhava e vivia a matemática da cruz, resolveu segui-Lo com todo o seu ser. Paulo, o apóstolo foi uma das pessoas que mais compreendeu a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Vemos a matemática da cruz em sua vida e testemunho. Filipenses 3:7-8 – “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo para ganhar a Cristo”.

A matemática da cruz consiste em perder as coisas que não podem nos salvar e nem podem ser salvas por nós, a fim de ganhar Cristo. Subtrair as coisas pessoais e mundanas para então poder ganhar Cristo. Acostumamos a buscar e acrescentar muitas coisas que nos impedem de ganhar Cristo. Paulo não titubeou em trocar tudo o mais pelo ganho de ter Cristo. Ele aplicou a matemática da cruz: perdeu tudo para ganhar Cristo, o seu tudo. É incrível como isto dá certo. Paulo trocou todo o poder, a glória e a riqueza deste mundo para se tornar um simples servo de Jesus Cristo. Sem prestígio, sem autoridade secular, sem riquezas e confortos. Este homem subtraiu tudo apenas para ter Cristo. Passou fome, frio, necessidades, perseguições, prisões, açoites e muito mais. Porém, ao final da vida, estava tão feliz, tão contente. Dentro da prisão, dizia aos irmãos de Filipos: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4:4). Obviamente, a matemática da cruz funciona!

Por mais absurdo que pareça, esta matemática funciona! No início da carta à igreja de Felipo, ele se denomina de “servo”. Filipenses 1:1 – “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus,”. No grego é a palavra: “doulos” ou escravos. No inglês, dá a ideia de um escravo acorrentado. Esta palavra reporta ao escravo da orelha furada em Êxodo 21:6. Aquele que, por amor, se faz servo para sempre. Paulo estava dizendo que estava acorrentado à Jesus pelos laços da cruz para sempre. Para a igreja da Galácia ele disse que trazia as marcas de Jesus em seu corpo (Gálatas 6:17). Este homem realmente entendeu a matemática da cruz. Tornou-se servo de Jesus Cristo, assim como os apóstolos Tiago (Tiago 1:1), Pedro (II Pedro 1:1) e Judas (1:1). Hoje, são tão poucos que entendem e vivem a cruz; por isso, são tão poucos servos de Jesus Cristo.

O Senhor disse em João 12:24 – “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo em terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto”. Olha a matemática da cruz: morrer (subtrair) para produzir muito. Nossa mente natural não está acostumada com esta matemática; mas é exatamente assim que a vida cristã funcionará. Funcionou com o Senhor Jesus e com o apóstolo Paulo e com milhares de outros irmãos que nem chegamos a conhecer ao longo da história cristã.

Estou plenamente convicto que o caminho da cruz nos fará verdadeiros cristãos que glorificam a Deus. A matemática da cruz não permite que esquivemos da cruz de Cristo. O exercício desta matemática é diário, constante, ininterrupto. Cristão feliz é aquele que usa desta matemática em sua vida diária de modo natural e espontâneo.

A vida cristã, sem dúvida alguma, é uma vida de “mortificação” constante. O processo da cruz é contínuo. Por isso, o apóstolo Paulo fala em I Coríntios 15:31- “Dia após dia morro”. O próprio Senhor Jesus já havia dito: “Dia a dia, tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). A matemática da cruz está ligada com morte. Morrer para multiplicar. Primeiro subtrai a própria vida da alma, para então receber a vida do espírito. Na natureza, não se pode esperar um fruto cujo a semente ainda está sobre a mesa. Se a semente não for enterrada para morrer, jamais dará frutos. A matemática da cruz consiste em morrer para si a fim de poder frutificar. É quando aplicamos a matemática da cruz que damos frutos para a glória de Deus.

O símbolo do cristianismo é a cruz e este é um sinal de morte. Tanto que no cemitério, os túmulos trazem a cruz. Cruz é símbolo de morte; porém, o cristianismo não termina com a morte. A morte de cruz é apenas o início do cristianismo. A morte do Senhor foi seguida pela Sua gloriosa ressurreição, símbolo da vida eterna. Apesar da cruz simbolizar a morte para os incrédulos; para nós simboliza vida eterna. Na época do Senhor Jesus, a cruz era um símbolo de morte cruel imposta pelos romanos. Todos temiam e fugiam dela. Quando, no primeiro século, a cruz foi usada como símbolo do cristianismo pelos discípulos do Senhor, causou escândalos e loucuras naqueles que não conheciam a cruz de nosso Senhor. Não é qualquer pedaço de madeira; é a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Nessa cruz fomos incluídos para que o nosso velho homem morra a fim de não ficarmos escravos do pecado para sempre. Mas as pessoas não entendiam. Viam apenas a cruz de madeira levantada no monte do Calvário. Não foi à toa que se escandalizaram. I Coríntios 1:23 – “… escândalo para os judeus, loucura para os gentios”. As pessoas consideram a matemática da cruz uma loucura só. Como podemos ganhar na perda? Como podemos receber vida na morte? Eles realmente não entendem a matemática da cruz. É tudo loucura para eles. I Coríntios 1:18 – “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”.

O apóstolo Paulo e os discípulos do primeiro século entenderam e experimentaram o poder da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Aqueles que experimentam o poder da ressurreição tem a maior alegria e satisfação de falar da matemática da cruz. A matemática da cruz é o Cristo crucificado e ressurreto.

Somente esta matemática funciona; somente a cruz de Cristo funciona! Sem cruz não há cristianismo, não há vitória sobre o pecado e a morte. Sem o Cristo crucificado tudo é apenas religião, é vazio. I Coríntios 2:2 – “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”. Aqui está o início, a base, a continuidade e a conclusão do cristianismo verdadeiro. Sem o Cristo crucificado nada funciona; tudo continua uma farsa, um engano e uma frustração completa.

No mundo secular, herói é aquele que vence sempre, sempre está por cima de tudo e de todos. O forte, o rico, o esperto, o que tem poder. Mas onde a matemática da cruz funciona, o herói é aquele que perde, que abre mão de si mesmo, que se esvazia, se humilha e está sempre a negar a si mesmo. João 12:25 – “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna”.

Em Filipenses 2:5-11, o Senhor Jesus dá a fórmula da matemática da cruz. Esta fórmula sempre nos direciona para baixo, para perdas, para renúncia. É o caminho da cruz. Vamos lembrar que a matemática do reino de Deus é contrária àquela do mundo, a qual nos acostumamos. A novidade é que o vencedor é o maior perdedor. Esta é a regra ou a fórmula desta matemática. Você quer vencer? Então comece a perder tudo. Precisamos aprender a perder nossa própria vida da alma, nossos caprichos e desejos carnais.  É hora de experimentar e conhecer a verdadeira matemática que vai nos transformar e nos salvar por completo e para todo o sempre.

Assim como o apóstolo Paulo, Moisés também aplicou a matemática da cruz. Ele havia aprendido a matemática egípcia, a mais avançada do mundo da época. Atos 7:22 – “E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras”. Ele estava sendo preparado para ser o grande governante do poderoso Egito. Mas preferiu a matemática da cruz porque considerou o opróbrio de Cristo, o Cristo crucificado (Hebreus 11:26). Sim, Moisés trocou toda a riqueza do Egito para poder receber o galardão celestial. Ele não hesitou em fazer esta troca; mesmo diante da cólera de Faraó. Hebreus 11:25-27 – “preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível”.

Não hesitemos em aplicar a matemática da cruz que é viver vida de cruz a cada dia. Não nos deixemos levar pelas riquezas e glórias deste mundo; antes, contemplemos o galardão e o Cristo glorificado.

 

A MATEMÁTICA DA CRUZ FUNCIONA!

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Novembro de 2014.

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