A VERDADEIRA VIDA CRISTÃ

Deus tem falado através de irmãos piedosos do passado. Eles viveram o verdadeiro cristianismo. Nestes dias, o Espírito Santo está queimando o coração desta igreja para que vivamos a verdadeira vida cristã.

vida_cristaAo notar as igrejas do século XXI, vemos que há muitas diferenças com a do 1º. Século. O cristianismo de hoje, se é que podemos chamar de cristianismo, está insípido; isto é, o sal perdeu a sua propriedade, a igreja perdeu o seu testemunho de vida cristã. O cristianismo hoje está sem luz, não atrai mais os perdidos para Cristo. A razão de tudo isso é porque não existe cruz no evangelho que está sendo pregado. Sem cruz não há a vida de Jesus se manifestando através da igreja. Sem Cristo, não há luz! Só Cristo em nós é que possibilita sermos luz do mundo. Jesus Cristo é a luz do mundo. João 8:12 – “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”. O desejo do Senhor Jesus é que a igreja, Nele, por meio Dele e para Ele, seja luz no mundo que anda nas trevas. Mateus 5:14-16 – “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. 

Só Jesus, a verdadeira luz, pode iluminar a todo homem. João 1:9 – “a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem”. Só Jesus Cristo, o Sol nascente das alturas pode aluminar os que jazem nas trevas. Lucas 1:78-79 – “graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz”.

Hoje, os crentes são conhecidos como “evangélicos”, pois levam a Bíblia debaixo do braço; porém, longe do coração. Esse termo os diferencia dos católicos; apesar de serem tão parecidos. No primeiro século, no entanto, eram chamados de “cristãos”. Atos 11:26 – “… Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. Porque eram chamados de cristãos? Simplesmente pelo fato de se parecerem com Cristo. O próprio Sinédrio percebeu isso. Atos 4:13 – “Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus”.

Eles eram simples, tais como o próprio Senhor. Eram humildes e amorosos. O testemunho de vida deles era uma grande pregação para os que viviam ao redor. Amavam uns aos outros, amavam os de fora, eram bondosos e generosos. Todos viviam pela graça e na graça do Senhor Jesus. Eles não só criam no Cristo ressurreto, como também, viviam Nele, por meio Dele e para Ele. Amavam sinceramente ao Senhor Jesus Cristo. A vida de Cristo estava neles, por isso, a graça era abundante. Atos 4:33 – “Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”.

A crucificação e a ressurreição do Senhor Jesus eram o tema principal de suas vidas e pregações. Eles criam, viviam e pregavam esta verdade transformadora. Eles tinham a essência do evangelho de Cristo. Criam que o Filho de Deus veio a este mundo para que, pela cruz, operasse a salvação dos pecados. Jesus veio para morrer e pagar pelos nossos pecados e, mais ainda, Ele veio para nos salvar dos pecados ao nos incluir em Sua morte e ressurreição. Eles entenderam que aquela cruz não era só de Jesus, era para nós também. O único meio pelo qual Deus projetou para nos salvar do pecado. Jesus Cristo, o crucificado é o único Salvador. Atos 4:12 – “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.

A verdade da cruz os transformou! Crendo no Cristo crucificado e ressurreto, suas vidas foram transformadas à imagem do próprio Cristo. Não foi à toa que os chamaram de cristãos. Conheceram a verdade do evangelho que é o Cristo crucificado e ressurreto. Não pregavam outra coisa além desta verdade transformadora. Atos 2:32 – “A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas”. No verso 36 vemos: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”. Atos 3:15 – “Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas”. Verso 26 – “Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades”. Atos 4:10 – “tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado”. A fé deles estava na obra da cruz, no Cristo crucificado e ressurreto dentre os mortos. Quando Cristo foi levantado da Terra naquele dia no Calvário, Ele nos atraiu em Sua morte e ressurreição. Morremos e ressuscitamos juntamente com Cristo e isto tudo foi o poder de Deus para nos salvar. Os cristãos primitivos experimentaram este poder; por isso, pregaram com tanta ousadia e intrepidez esta verdade poderosa e transformadora. Mesmo debaixo de perseguição e ameaças, não podiam deixar de falar desta única e verdadeira mensagem cristã. Atos 4:20 – “pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. Em Atos 2:32 e 3:15, os apóstolos diziam que eles eram testemunhas da crucificação e ressurreição do Senhor Jesus. Eles não tinham medo de pregar esta mensagem tão esquisita e absurda à mente humana. Nunca antes houvera algo tão inusitado, isto é, que um homem ressuscitou dentre os mortos. Apesar de ser uma mensagem bastante difícil de acreditar, eles prosseguiram sem titubear, pois, pela graça, Deus lhes revelou que este é o único e verdadeiro evangelho que a igreja precisa pregar. As ameaças e prisões não puderam apagar o fogo desta verdade. A convicção era tão grande que eles pregavam com toda a intrepidez. Atos 4:13 – “Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus”. Verso 29 e 31 – “agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra”. “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”.

Estes cristãos corajosos eram também generosos, bondosos, prestativos, alegres e cheios da graça de Deus. A igreja era simpática, agradável e era admirada pela sociedade. Homens e mulheres exemplares para a sociedade. Pessoas honestas, justas, santas, íntegras e confiáveis. Eram do bem, sempre atenciosos e amorosos. O povo via a igreja com simpatia. Atos 2:46-47 – “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Atos 5:13 – “Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração”.

Cristo era o centro da vida deles. Cristo era o tudo deles. O assunto era Cristo, o ensino era Cristo, a pregação era Cristo. Tudo que eles tinham para testemunhar era Cristo. A única doutrina que tinham era Cristo. A única regra de conduta era Cristo. Cristo era o único Senhor. A igreja não cessava de pregar e ensinar Cristo. Atos 5:42 – “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e pregar Jesus, o Cristo”.

A igreja tinha Cristo como o Senhor e O obedecia com temor. Tinha o consolo do Espírito Santo e crescia sempre. Atos 9:31 – “A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número”.

Por volta de 113 d.C., Aristides, um professor de filosofia, apresentou uma defesa do cristianismo ao imperador Adriano. Ao ler esta defesa, compreendemos porque o cristianismo do primeiro século impactou o mundo de então. Os cristãos foram, literalmente, luz do mundo e sal da terra. As pessoas que viram estes cristãos viram as boas obras e glorificaram a Deus. Vejamos a carta de Aristides.

“Cristo morreu e foi sepultado. E eles dizem que, depois de três dias, ele ressuscitou e subiu ao céu. Então, estes discípulos saíram por todos os reinos do mundo, falando sobre a grandeza Dele, com toda a humildade e prudência. Por isso, aqueles que ainda servem a exatidão da mensagem Dele são chamados cristãos, os quais são famosos…

Ora, os cristãos, ó Rei… têm os mandamentos do próprio Senhor Jesus Cristo gravados no coração e os cumprem, aguardando a ressurreição dos mortos e a vida do mundo por vir. Não cometem adultério, nem fornicação, nem prestam falso testemunho. Não hesitam em devolver o que lhes foi emprestado e não cobiçam as coisas de outros homens. Eles honram o pai e a mãe e amam o seu próximo. Julgam corretamente e não adoram ídolos em forma de homens. Não fazem aos outros aquilo que não desejariam que os outros lhes fizessem. Confortam aqueles que os ofendem e tornam-se amigos deles. Trabalham para fazer o bem aos seus inimigos (são mansos e gentis)… Quantos aos servos, às servas ou aos filhos dos cristãos, se algum deles têm filhos, eles os persuadem a que se tornem cristãos porque os amam. E, quando se tornam cristãos, são chamados “irmãos”, sem distinção.

Não desprezam a viúva, e não afligem o órfão. Contribuem liberalmente para com aqueles que nada têm. Se veem um estrangeiro, trazem-no para debaixo do seu leito e se alegram com ele, como se fosse irmão deles, visto que chamam uns aos outros de irmãos, não segundo a carne, mas segundo o espírito e em Deus… E, se ouvem que alguém dentre eles está preso ou em aflição por causa do Messias, todos lhe suprem as necessidades, e, se for possível libertar tal pessoa, eles a libertam.

Se há entre eles alguém que é pobre ou necessitado, e não tem abundância de suprimento, jejuam por dois ou três dias para suprir ao necessitado o alimento suficiente. Por amor a Cristo, eles estão prontos a dar a própria vida”.

Por esta razão, se espalhou o dito: “Vejam como eles se amam”.

Que belo testemunho da igreja, não? Não seria isto o verdadeiro cristianismo? Amar a Cristo e aos irmãos acima de tudo? Sacrificar-se para suprir a falta do irmão? Estar pronto para dar a vida por Jesus Cristo? Viver o que Cristo viveu na prática? Estes irmãos “sacudiram” o mundo com o testemunho maravilhoso que deram. Quando Paulo e Silas foram para Tessalônica, alguns judeus ciumentos causaram um tumulto e disseram às autoridades: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” (Atos 17:6 fine). Que Deus nos encha com o Espírito Santo e nos use como verdadeiros cristãos para que o mundo conheça Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Dezembro de 2014.

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