A OBRA DA CRUZ – I

Que preciosidade! Seu valor é imensurável. É a maravilha das maravilhas. Nenhuma das maravilhas deste mundo sequer se compara à ela.

Através do Cristo crucificado, Deus realizou plena, total, completa, graciosa, maravilhosa e poderosa salvação! (Lucas 1:69). De fato, uma tão grande salvação, como diz o escritor de Hebreus (Hebreus 2:3).

gloria-cruzSalvação em relação à acusação do inimigo (Romanos 8:33-34). Quanto à condenação ao inferno, pois fomos graciosamente justificados com o sangue da cruz (Romanos 5:9). Salvação da sedução deste mundo perverso (Gálatas 6:14). A cruz nos livra do próprio ego, nosso terrível inimigo (Gálatas 2:19-20). Além disso tudo, salva-nos do poder do pecado (Romanos 6:6). Não resta dúvida que a obra da cruz é a grande obra da salvação.

Uma pessoa jamais será livre, feliz e esperançosa à parte da cruz de Cristo. Quem ainda não creu na inclusão na morte e ressurreição com Cristo, continua escravo do pecado, de si mesmo e do mundo. Permanece nas trevas, à mercê do inimigo e do pecado. É uma pessoa infeliz, sem vitória, sem alegria e sem a vida espiritual, pela qual, comunga-se com Deus. Portanto, está longe de Deus, ainda que seja membro de uma igreja denominacional.

A cruz é o grande divisor entre as trevas e a luz, entre a escravidão do pecado e a liberdade para não continuar pecando, entre a vida e a morte espiritual, entre o mundo e Deus, entre Satanás e o Senhor Jesus Cristo. A cruz é o fator determinante entre a derrota e a vitória, a tristeza e a alegria, o desânimo e a esperança. Sem a experiência da cruz, nenhum religioso, por mais sincero que seja, receberá a preciosa vida do Salvador. Somente pela inclusão na morte de cruz em Cristo Jesus, o pecador pode ser redimido e unido à Cristo para sempre.

Sem a preciosa e poderosa obra da cruz, não há remissão de pecados, não há justificação, não há reconciliação com Deus e não há regeneração. O pecador continua vivendo a velha vida adâmica, cheia de pecados, culpas, medos, tristezas, opressão demoníaca, derrotas, dúvidas e desânimo.

Você se lembra de Nicodemos? Pois é, um homem sincero e muito religioso; porém, perdido dentro de sua religiosidade, pois não conhecia a obra da cruz de Cristo. Ele nem sequer desconfiava que Jesus veio para realizar a poderosa obra da salvação. O Senhor disse que, sem o nascimento espiritual, ele jamais poderia entrar no reino de Deus; isto é, continuaria um pecador condenado ao inferno, mesmo sendo um líder da igreja. De fato, o novo nascimento é imprescindível a cada um.

Necessitamos da revelação de Deus a respeito do Cristo crucificado. Quando Deus revela o Cristo da cruz e passamos a crer em Sua obra na cruz do Calvário, somos verdadeiramente salvos por Ele. Encontramos na Bíblia alguns felizardos que receberam a transformadora revelação a respeito de Jesus Cristo, o crucificado.

Ao pé da cruz havia um centurião e este, pela graça e misericórdia de Deus, recebeu a revelação que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Mateus 27:54 – Verdadeiramente este era Filho de Deus”. Os samaritanos receberam esta tremenda revelação de Deus a respeito de Jesus Cristo. João 4:42 “… este é verdadeiramente o Salvador do mundo”. Pedro e os demais discípulos receberam esta revelação quando foram salvos do mar revolto. Em Mateus 14:33, os discípulos admirados e perplexos após ver o Senhor acalmar o mar, disseram – Verdadeiramente és Filho de Deus!”. Quando o Senhor, por compaixão, multiplicou pães e peixes para aqueles que buscavam a salvação, os homens disseram: “Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo” (João 6:14). Pedro recebeu uma grande revelação a respeito de Jesus Cristo: João 6:68-69 – “Respondeu-lhes Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Em outra ocasião ele disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16). Fico maravilhado com estas revelações a respeito de Jesus Cristo. Uma casa nova, um carro novo, uma roupa nova não me fascina; porém, o conhecimento de Cristo me deixa nas nuvens, é minha alegria. Conhecer Cristo é nossa grande satisfação e realização.

Mediante estes exemplos a respeito da revelação da Pessoa de Cristo, é preciso ressaltar também sobre a importância da revelação da nossa inclusão na morte e ressurreição com Ele na cruz. Quando Jesus morreu na cruz, não morreu apenas pelos pecadores; mas também, com os pecadores. Observe os pronomes: pelose com. Quando não temos a revelação da nossa inclusão na morte e ressurreição com ou em Cristo, a salvação torna-se ineficaz. A morte de Cristo pelos pecadores os justifica dos pecados; porém, a morte de Cristo com os pecadores, salva-os do poder do pecado.

Se simplesmente aceitar que Cristo morreu pelos pecadores, como os crentes chegariam ao céu? Certamente cheios de pecados, pois nos anos que viveram na Terra, viveram debaixo do jugo do pecado, cheios de cobiça e tentações. Todo que pratica o pecado é escravo do pecado e este, acaba vivendo na prática de pecados. Não resta dúvida que viveram na prática de pecados até a morte física neste mundo. Como um imundo pecador pode entrar no reino dos céus? Isto é impossível! Ainda que uma pessoa creia em Jesus Cristo como Salvador e O receba ao levantar a sua mão em um apelo no culto; essa pessoa continuará vivendo neste mundo perverso onde o inimigo tenta de todas as maneiras para levá-la ao pecado. Além das astutas ciladas do diabo, há a natureza pecaminosa dentro da pessoa que opera continuamente para que pratique pecados. O pecado é instigado interna e externamente.

Uma pessoa não é salva apenas por aceitar Cristo como Salvador. Ela necessita também ser salva do poder do pecado e isto só se dá através da inclusão na morte com Cristo. Leia Romanos 6:1-14. O verso 6 diz: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos”. Este era o plano do Senhor Jesus; por isso, Ele disse que na Sua crucificação nos atrairia para Ele (João 12:32).

Somente através da morte com Cristo, podemos ser livres do poder do pecado. A cruz operou a nossa morte para o pecado; por isso, não mais vivemos para o pecado. Romanos 6:2 – “De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?”. No verso 11 diz: “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus”. Precisamos desta revelação, isto é, que morremos juntamente com Cristo naquela cruz para que o pecado não tenha mais domínio sobre nós.

O crente que não tem essa revelação continua na prática do pecado e, certamente, não herdará o reino de Deus. Sem a inclusão na morte de cruz, o crente não tem poder para vencer o pecado; ele permanece escravo do pecado. Este é o ponto crucial em nosso preparo para a entrada no reino de Deus.

A cruz operou a libertação do pecado e também, possibilitou a inclusão de Cristo em nós. Na cruz fomos incluídos na morte de Cristo e, na ressurreição, Deus incluiu Cristo em nós. “Estou crucificado com Cristo; logo, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:19-20). Após a inclusão em Sua morte, Ele passa a viver em nós. Ganhamos a vida, a presença, a salvação e tudo o mais, pois Cristo é o Tudo de Deus para nós. Somos feitos uma nova criatura, filhos de Deus, separados para Deus, exclusivos de Deus e para Deus.

A obra da cruz consistiu na morte de Cristo pelos pecadores e também com os pecadores. Se não tivermos esta revelação, o cristianismo não funciona. Precisamos crer que Ele morreu não só por nós como também, nos incluiu para que morrêssemos juntamente com Ele para o pecado.

Dentre muitas, há duas evidências da salvação. A primeira é que a pessoa foi liberta do pecado; não anda mais na prática do pecado (I João 3:9). A segunda, a pessoa começa a viver para Deus, não mais para si mesmo (II Coríntios 5:15). O seu “eu” foi tratado na cruz e Cristo passa a ser o Senhor absoluto de sua vida. Ele tem a primazia, torna-se o nosso centro, nossa razão de viver. Vivemos para o Seu inteiro agrado.

A obra da cruz consistiu em nos salvar da punição do pecado e também do poder do pecado. Quando o Senhor Jesus morreu na cruz pelos pecadores (morte substitutiva), Ele livrou o homem da punição do eterno fogo do inferno. Quando Ele morreu com os pecadores (morte inclusiva), Ele libertou o homem do poder do pecado.

Pela obra da cruz, Deus suscitou plena e poderosa salvação. A cruz é a obra completa de Deus para nos salvar. Atentemos para a nossa inclusão na morte Dele, pois antes de Sua crucificação, Ele próprio disse: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12:32).

A preciosa obra da cruz salva o pecador da culpa do pecado e do poder do pecado. Ele é justificado, lavado, santificado e recebe liberdade para andar sem a prática de pecados (I João 3:9). Pela cruz, vemos toda a providência de Deus para que cheguemos ao céu, santos e inculpáveis em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Judas 24 – “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória”.

Sim, revestidos com a santidade de Cristo, sejamos guardados e preservados para sermos apresentados a Deus, sem pecado, sem mácula, sem mancha, sem rugas, sem defeitos para a glória de Deus Pai,

PELA PRECIOSA OBRA DA CRUZ!

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Março de 2015.

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