O SUBLIME AMOR DA CRUZ – II

“Salvou a outros, a si mesmo não pode salvar-se” – Mateus 27:42

gloria da cruz 2Eis o sublime amor da cruz! Deus enviou Seu amado Filho para morrer pelos Seus amados. I João 4:9-10 – “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”. A cruz revela o tremendo amor de Jesus que, por amor a nós, recebeu o castigo em nosso lugar. Ele foi moído, traspassado e agoniou até à morte por amor. O amor tudo suporta! Isaías 53:4-5 – “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Jesus é a encarnação de I Coríntios 13. Aqui está a essência do amado Salvador. Ele preferiu salvar a outros e não a Si mesmo. Ele é, por excelência, o Salvador do mundo. I João 4:14 – “E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo”. Jesus Cristo é o Salvador! João 3:17 – “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. Leia Atos 4:12; Isaías 33:22; 43:11; 44:6; 45:15,21,22; 49:26.

O Deus Amor, por amor, enviou o Seu Amado que, tendo amado, amou até ao fim. O Amado deu a Si mesmo na cruz para salvar os Seus amados. Cruz é morrer para si para que outros sejam salvos. O sublime amor da cruz pagou o salário do pecado, que é a morte (Romano 6:23). Ele não pôde salvar a Si mesmo porque havia um sublime amor em Seu coração. Morrer por amor naquela cruz significava e implicava em não salvar a si mesmo. Os principais sacerdotes, escribas e anciãos escarneceram de Jesus porque não conheciam este sublime amor. Eles não entenderam que o amor não salva a si mesmo para que outros sejam salvos. O sublime amor da cruz foi mal interpretado, escarnecido, incompreendido e rejeitado. Ainda hoje, muitos não entendem e nem aceitam o amor da cruz. A cruz é a concretização do amor expresso em João 3:16 – “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Nela vemos o sublime amor de Deus por nós. Ela é instrumento de morte para nós para que a vida de Cristo seja trazida a outros. A cruz não salva o crucificado, não o livra da angústia e morte. Mas, através da morte de si mesmo, leva a vida de Cristo a outros. II Coríntios 4:10-12 – “levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida”.

“Salvou a outros”, disseram os que O escarneciam. Sim, Ele salvou os outros, isto é: pecadores, assassinos, adúlteros, mentirosos, infiéis, ladrões e muitas outras classes de pecadores. Pela cruz, o Senhor salvou os mais terríveis pecadores, inclusive eu e você. Foi para salvar pecadores como nós que Ele não pôde salvar a Si mesmo. O sublime amor da cruz não foi apenas pelas pessoas de bem, pessoas corretas, religiosas, prestativas, educadas e bondosas. O amor se manifestou a todo pecador que nada merecia. O sublime amor da cruz é o amor ágape, o amor incondicional. É o amor que não se ressente do mal, que jamais acaba e que é o maior dos dons. É o amor que não salva a si mesmo. Esse é o caráter do amor de Deus. O amor do homem sempre procura salvar primeiro a si mesmo. Nosso amor por nós mesmos é tão grande que sempre nos colocamos em primeiro lugar. Nosso amor diria: salvei-me a mim mesmo para que outros morram. Prefiro salvar-me a mim do que a outros. Se eu me salvar, isto é que importa! Posso até salvar outros, desde que eu me salve primeiro. Sempre que necessário, o homem prefere salvar a si mesmo e não a outros. Este não se parece com o sublime amor da cruz. Somente pela inclusão na morte e ressurreição do Senhor Jesus é que conheceremos este sublime amor. O sublime amor é uma Pessoa: JESUS CRISTO. Quando temos a experiência da cruz em nossa vida, a Pessoa do Amor passa a viver em nós. Somente o crucificado pode amar com: O SUBLIME AMOR DE JESUS. Quando, pela cruz, morremos para nós mesmos e a vida de Jesus começa a se manifestar em nós, Seu sublime amor é exalado aos outros. Este amor vai preferir salvar a outros, não a si mesmo. Com o amor de Cristo se manifestando em nós, é possível cumprir o primeiro e grande mandamento: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12:30). Aquele que tem o Sublime Amor se manifestando nele, certamente amará não só a Deus, como também, o próximo: “O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Marcos 12:31). Somente o novo nascido entenderá que, por amor, devemos salvar a outros e não a nós mesmos. Deus nos faz altruístas pela cruz. O verdadeiro cristão sempre pensa no outro antes de si mesmo. Ele não vive reivindicando, reclamando, exigindo, cobrando. Ele está pronto a sofrer o dano para que outros sejam beneficiados. Ele prefere pagar ao invés de que outros lhe paguem. Sempre procura servir, oferecer, dar as coisas boas para outros e nunca espera que outros lhe deem. Jamais participa de uma carreata reivindicando algum tipo de direito. Quando um marido é crucificado, morre para si, para que sua esposa receba a vida de Cristo. Um marido crucificado ministra a vida de Cristo à sua esposa. O não crucificado é exigente, crítico, antipático e egoísta. Você conhece algum? Kkkkkkkkkkk. Quando um pai vive a cruz, seus filhos recebam a vida de Cristo. Quando um pai não vive a cruz, seus filhos não tem como receber a manifestação da vida de Cristo. Eles podem se tornar rebeldes. Muito sério, não?

O exemplo do Senhor Jesus: “salvou a outros, não pode salvar-se”, é modelo para todo marido e pai; para a esposa e mãe, também para os filhos. Jesus Cristo, o crucificado, é o exemplo de servo que negou a si mesmo e tomou a sua cruz para que pudéssemos receber vida. O modelo da cruz é para cada um de nós para que tomemos a cruz dia após dia e sigamos o Senhor Jesus.

SALVOU A OUTROS, NÃO A SI MESMO!

Este modelo só pode ser seguido através de uma vida de renúncia, uma vida de cruz, de morte para o ego. Todo aquele que experimenta tal vida, conhecerá a vida abundante. João 10:10 – “…; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Vida abundante é a vida manifesta de Jesus em nós a cada dia. Morrer para si e receber a manifestação da vida de Jesus é a verdadeira vida cristã. Nisto não há trambique, não tem como fingir-se de morto. A vida só irá se manifestar após a morte de cruz em Cristo. A poderosa e maravilhosa vida da ressurreição só tem aquele que morre diariamente em Cristo Jesus.

Você está disposto a seguir o modelo de Jesus? Morrer para si para que outros vivam? Ele ensinou: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12:24).

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Março de 2015.

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