A GLÓRIA DE CRISTO I

João 13:31-32 – “Quando ele saiu, disse Jesus: Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele; se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente”.

ilha-e-luz-divina-ea1d7A glória pertence somente ao Deus Trino. Apocalipse 4:11 – “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”.

Apocalipse 5:12 – “proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”. No verso seguinte diz: “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos”.

Apocalipse 7:12 – “dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”.

Creio firmemente que devemos firmar esta verdade no coração para jamais brincar com a glória de Deus. A doença de querer ser Deus veio desde Adão. Acostumamos a querer sempre ser o centro das atenções; aprendemos, no decurso da vida sem Cristo, a viver de modo egocêntrico. Sendo assim, muitas vezes, temos roubado a glória de Deus, temos brincado de ser deus. Isto é sério!

Nabucodonosor, rei da Babilônia teve um sonho e ficou perturbado. Ninguém conseguia decifrar; então, chamaram Daniel. Deus usou Daniel e, Nabucodonosor, reconheceu que o Deus de Daniel é o Deus dos deuses e o Senhor dos reis (Daniel 2:47). Mais tarde, ele fez uma imagem de ouro e mandou que todos a adorassem. Os amigos de Daniel não obedeceram ao rei e foram jogados na fornalha de fogo. O Senhor esteve com os fiéis e os livrou. Mais uma vez Nabucodonosor reconheceu que o Deus desses homens é o Deus que livra (Daniel 3:29). Nabucodonosor havia recebido do próprio Deus, o poder, o reino, a força e a glória para ser o grande rei na Terra (2:37). No entanto, Nabucodonosor não reconheceu e nem deu glórias à Deus que o constituiu; pelo contrário, exaltou a si mesmo. Então, o Senhor o tirou do palácio e o fez morar com os animais; pastou com os bois, tomou chuva como eles, seus cabelos cresceram como os da águia, assim também, suas unhas (4:33). Ele foi humilhado até que reconheceu a grandeza e a glória de Deus. Somente depois que a ficha caiu é que ele foi restituído. Daniel 4:34 e 37 – “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração”. “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba”.

Outro rei insensato que não deu glórias à Deus foi Herodes. Ele, vestido de trajo real, sentado no trono, falava ao povo se achando um deus. Até mesmo o povo acreditava nessa loucura e insanidade total. Mas, veja o que aconteceu àquele que não glorificou a Deus. Atos 12:23 – “No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou”.

Levemos à sério a glória de Deus!

A maravilhosa experiência da cruz nos livra do perigo e da loucura de querer roubar a glória de Deus. A cruz pôs fim à velha vida adâmica, aquela que gostava de ser deus. Que livramento! A revelação do Filho de Deus nos trouxe a imensa alegria de desejar sempre exaltá-Lo e glorificá-Lo. À Ele, toda a glória! Estar em Cristo, viver Nele e conhecê-Lo cada vez mais, nos faz querer glorificá-Lo de todo o coração. Quanto mais O conhecemos, mais vemos que Ele é o Deus da glória, mais desejamos glorificá-Lo. I Coríntios 10:31 torna-se tão agradável para o nascido de novo: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”.

Precisamos da vida diária de cruz, precisamos morrer para nós mesmos a fim de darmos glórias somente ao Senhor Jesus em nosso viver diário. A vida de cruz ajuda a vivermos para a glória do Pai. Foi pela cruz que o Senhor Jesus glorificou o Pai. João 17:4 – “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”. Pelo sacrifício da cruz, o Senhor glorificou ao Pai e, pelo Pai, foi glorificado. João 17:5 – “e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”. O crucificado é aquele que glorifica continuamente o Senhor através da sua vida de renúncia e morte para si. Somente morrendo para nós seremos livres para viver para a glória do Senhor. Certamente, o crucificado que glorifica a Deus continuamente, será glorificado por Deus.

Estevão foi um irmão da igreja primitiva que morreu para si e glorificou o Senhor até mesmo em sua morte. Antes de morrer, ele recebeu a graça de ver a glória de Deus. Aqueles que vivem para a glória de Deus, certamente verão a glória de Deus. Observemos um pouco a vida deste querido irmão. Atos 6:8 diz que ele era cheio da graça e do poder de Deus. Ele estava revestido da vida de Cristo. Ao testemunhar a respeito do Senhor Jesus logo, uma oposição enfurecida se levantou. Foi acusado e julgado injustamente. Porém, estas coisas não mais assustam o cristão que vive para a glória de Deus. Aliás, eles se regozijam diante da perseguição e ameaças, como os próprios apóstolos testemunharam. Atos 5:41 – “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome”. Estevão não havia recebido espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (II Timóteo 1:7). Aquele que vive piedosamente em Cristo Jesus será perseguido (II Timóteo 3:12). A fiel testemunha que vive para a glória de Deus sabe que sofrer e morrer por este Nome é pura graça de Deus. Filipenses 1:29 – “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele”. Que irmão tremendo foi Estevão.

Enquanto testemunhava e glorificava o nome do Senhor, a Bíblia diz que seu rosto era como o “rosto de um anjo”. Atos 6:15 – “Todos os que estavam assentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estevão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo”. Dá a impressão que Estevão já não era mais deste mundo. Ele já estava respirando ares celestiais. Aqueles que vivem constantemente para o Senhor da Glória são transformados, de glória em glória, à Sua imagem. II Coríntios 3:18 – “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.

Quanto mais contemplamos o Senhor da Glória e quanto mais O glorificamos, mais perto estaremos de receber a cidadania da glória celestial. Não há dúvida de que Estevão estava recebendo a sua cidadania, pois até o seu rosto confirmava isto. Estevão e muitos outros glorificados tiveram confirmada a glória celestial quando ainda estavam entre os que não conheciam esta glória maravilhosa.

Ver e conhecer o Senhor da Glória e dar à Ele toda a glória é uma experiência fantástica de antegozar a glória celestial. Estevão viu a glória de Deus antes de ir para a glória. Atos 7:55-56 – “Mas Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus”. Que visão maravilhosa da glória de Deus. Não há alegria maior para o crucificado que viveu para a glória do Pai. Deus concede esta alegria para aqueles que vivem para a Sua glória. Hebreus 11:13 – “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra”. Muitos antegozaram a glória celestial. São estes que, enquanto viviam aqui, pensavam e buscavam as coisas do Alto. Colossenses 3:1-2 – “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”. Eis aí uma característica daqueles que já estão chegando na glória celestial. Eles estão vendo, pensando, buscando… aspirando (Hebreus 11:16). Logo estarão face a face com o Senhor da Glória. Isto se chama:  esperança viva e alegria indizível. I Pedro 1:8-9 – “a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma”.

São estes que, pela cruz, foram desarraigados deste mundo perverso. Gálatas 1:4-5 – “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!”. A cruz cortou as raízes com este mundo; por isso, agora podemos subir em direção à glória celestial. Tudo começou naquela bendita cruz. Para ir à glória celestial primeiro, é preciso passar pela cruz. Sem cruz não há céu. A cruz nos desvencilha deste mundo perverso como também, ajuda na caminhada para o céu.

Estevão vivia a cruz; a morte operava nele. II Coríntios 4:10-12 – “levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida”. São exatamente nestes, cuja a morte opera através da cruz, que o rosto transparecerá cada vez mais a glória de Deus.

Vemos em Atos 7:2 que Estevão começa falando do Deus da glória que apareceu à Abraão. Estevão testemunhou da glória e deu glória ao Deus da glória. Como ele, aqueles que vivem para a glória de Deus, certamente testemunharão e verão o Deus da glória.

Alguns tiveram a alegria de conhecer o Pastor Haroldo Silva. Ele foi o meu único pastor aqui na Terra. Antes de falecer, enviei um e-mail falando da minha experiência do novo nascimento. Contei sobre o desejo que tenho de ir à glória celestial. A resposta dele foi nos seguintes termos: “Querido Tiyó, você me faz lembrar dos santos do passado que cantavam e ansiavam a glória dos céus. Estou feliz e desejo que você continue olhando e caminhando para o Alto, onde Cristo vive. Continue proclamando a glória celestial. Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo, Haroldo.”. Naquela ocasião não vi o rosto dele; porém, dias depois pude confirmar que ele já respirava os ares celestiais; pois, ele se reunira com a própria família para louvar e adorar a Deus pela sua partida à glória. Certamente ele trazia em seu semblante a glória do céu.

Todo aquele que vê a glória celestial, vê o próprio Senhor Jesus. O Senhor é a glória do céu. Estevão viu o Senhor em pé, ele viu a glória do céu na Pessoa do Senhor Jesus. Jesus é o nosso único e suficiente penhor da glória celestial. Aquele que O conhece e O possui, certamente estará na glória eterna (I João 5:11-12).

Atos 7:60 diz que Estevão “adormeceu”. Os glorificados certamente adormecerão no Senhor antes de desfrutarem plenamente da glória do céu. Em breve a trombeta soará e os que dormem no Senhor serão conduzidos pelo próprio Rei da Glória à glória do céu.

A cruz apagou o brilho deste mundo e nos trouxe o sono em Cristo Jesus. Muitos já dormem no Senhor e, em breve, estarão para sempre na glória do céu. E você? Já está ficando com sono? Já está bocejando em Cristo? Está pronto para adormecer como Estevão?

A cruz é o único sonífero para que possamos dormir em Cristo. A cruz é o único meio para que cumpramos a vocação celestial (Hebreus 3:1). Dia a dia, tomando a cruz, vamos nos preparar para dormirmos em Cristo Jesus a fim de, em breve, contemplarmos o Rei da Glória.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós.

Maringá, Julho de 2015.

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