SUPORTOU A CRUZ I

Mateus 26:36-37 – “Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se”.

cruz-jesusOs escritos dos evangelhos não focam primeiramente a vida de Jesus de Nazaré. O objetivo da Palavra de Deus nos evangelhos é mostrar a redenção através do Cristo crucificado e ressurreto. Na proclamação das Boas Novas, a cruz é o centro da mensagem salvadora. Ela enfatiza o “Homem de dores”, como o profeta Isaías havia prescrito muitos anos antes da Sua vinda. Mateus coloca de modo vívido o sofrimento do Filho do Homem; veja o verso 37 outra vez: “começou a entristecer-se e a angustiar-se”.

Deus, em Sua graça, tem dado a esta igreja, a confirmação da verdade do evangelho nestes últimos dez anos. A Palavra da Cruz é real, verdadeira e central na pregação que salva o pecador. Deus tem trazido testemunhos de servos que comprovam a veracidade da mensagem da cruz, trazendo assim, a esta igreja, renovo e ânimo para que não desviemos da centralidade da cruz de Cristo. O Espírito Santo tem nos consolado e encorajado constantemente para que continuemos focando a obra salvadora da cruz. Assim temos caminhado; assim desejamos continuar caminhando até o fim; pois, a experiência da nossa inclusão na morte e ressurreição de Cristo, libertou-nos do pecado, livrou-nos da morte, separou-nos deste mundo perverso e, acima de tudo, fez de nós uma nova criatura em Cristo Jesus. A experiência da cruz tirou-nos das garras do pecado, do império das trevas e do reino da morte. Livrou-nos de tal maneira que, agora, podemos adorar a Deus todos os nossos dias sem temor, na luz da Sua presença, aleluia!

Pela experiência da cruz, Deus nos colocou em Cristo Jesus e nos deu a graça de participarmos de Sua vida. Assim vivemos Nele, por meio Dele e para Ele; tudo para a glória do Pai.

Reconheço que tenho sido tão indiferente ao sofrimento do Salvador diante da cruz. Como podemos ficar pensando apenas em prosperidade financeira quando o Salvador sofreu tanto para nos salvar dos nossos pecados? Pela graça maravilhosa do Pai, hoje podemos ver o amor incondicional do Filho do Homem na agonia desesperadora do Getsêmani. Mateus 26:37 diz que Jesus “começou” a entristecer-se e a angustiar-se. Por três anos e meio Ele havia estado nas sinagogas pregando e ensinando, curando e libertando. Mas, agora, como que, de repente, “começou” o abismo para Ele. Tudo porque o homem havia pecado. Essa palavra “começou” indica uma súbita e íngreme descida às ondas da tribulação. Dá a impressão de uma assustadora queda rumo às trevas, afastando-se assim da luz e da presença de Deus.

O Salmo 42 retrata um pouco esta terrível angústia que o Senhor estava passando no Getsêmani naquela noite que antecedia sua morte de cruz. Este salmo mostra repetidas vezes a angústia e a agonia da alma do Salvador e quando chega no verso sete, fala do abismo e da experiência de ser como que afogado pelas ondas do medo e da morte. É o vale da sombra da morte que o Filho do Homem precisou passar para resgatar os que jaziam nas trevas e na sombra da morte (Lucas 1:79).

Pouco antes de subir ao Getsêmani naquela noite fatídica, o Senhor havia cantado hinos junto com os discípulos. Repentinamente, a música cessou, a alegria parou; apenas o coração acelerou. Começou a agonia da cruz. Poucos conhecem o sofrimento do Salvador, poucos tem a consciência do que foi a cruz para Jesus (Filipenses 3:10). No Getsêmani, uma terrível agonia começou a tomar conta de Sua alma. Marcos 14:33 diz que Ele “começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia”. Estas duas palavras podem ser expressas como: “Jesus passou a ficar “apavorado” e “agitado”. Ele passou a ter um “doloroso assombro”. A palavra que o evangelista Marcos usou traz a ideia de um repentino e tremendo susto causando um terrível medo a ponto de romper Seus nervos e, à vista da qual, por pouco, não se derramou totalmente o sangue de Suas veias. Olha como o evangelista Lucas descreve em 22:43-44 – “Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra”. Sem dúvida, foi algo forte e assustador, essa agonia da cruz. A obra da cruz não foi qualquer coisa de pouca importância para o Salvador. Custou tudo para Ele. Não me admira ver que Deus apostou tudo naquela cruz para poder nos salvar. Então, como posso negligenciar tão grande salvação? Como posso ser um cristão tão indiferente, frio e acomodado?

As palavras do evangelista Marcos expressam “tormentos de alma em um estado de intensa angústia”. Por isso, o Senhor disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Marcos 14:34). Esta não foi uma tristeza comum. Homem nenhum tinha experimentado tamanha tristeza antes, homem nenhum jamais a experimentará. Agora dá para entender o texto de Isaías 53:3-5 – “Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Neste mesmo capítulo, no verso 11, Isaías registra: “o penoso trabalho de sua alma”. A cruz não foi uma brincadeira qualquer. Vejo a seriedade da cruz no sofrimento do Salvador. O sacrifício da cruz precisa ser encarado como algo de fundamental valor. A igreja não pode desprezar a obra da cruz de Cristo. Tudo foi muito sério e intenso!

A cruz é a prova de amor do Filho do Homem. Ele suportou o medonho, assustador e terrível vale da sombra da morte. Tudo porque amou o Pai e a nós. Isaías 53 deixa claro que foi por nós. Verso 4 – “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si…”. O amor da cruz significou sofrer angústia até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:8 – “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.

Amados, não abandonemos nossa cruz. Sigamos o exemplo do nosso Irmão Maior.

Suportemos como Ele suportou!

Dia após dia, neguemos a nós mesmos,

tomemos a nossa cruz e sigamos nosso Irmão Maior.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, Julho de 2015.

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