VERDADEIRAMENTE LIVRE

João 8:36 – “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

joao 8  36Nesta vida há algo que oprimi, escraviza e traz muito sofrimento ao ser humano. É o pecado! João 8:34 – “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado”. A escravidão ao pecado trouxe muita dor e tristeza ao coração de Deus. A linguagem bíblica é “escravidão”. Romanos 6:17 – “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;”. Romanos 6:20 – “Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça”. O termo escravidão é sobremodo forte. O pecado torna-se “senhor” ou “dono”; ele manda no pobre pecador. Este não tem outra opção senão obedecer ao comando do pecado. O pecado apresenta-se como um “rei”. Romanos 6:12 – “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões”.

Na antiguidade, em vários países, as filhas dos aldeões eram levadas para serem escravas sexuais dos reis. Os pais, impotentes, apenas choravam e clamavam para que não levassem as filhas à escravidão. Certamente o coração dos pais era despedaçado de tristeza, angústia, dor e desespero. Certamente Deus, nosso amoroso Pai, vem se entristecendo com a escravidão do pecado. Esta escravidão conduz a outros tipos de escravidão: drogas, prostituição, mentira, roubos, assassinatos. A tragédia certamente vem sobre o pecador. Infelizmente a raça humana continua oprimida e escravizada pelo pecado. Este destrói vidas, famílias e sociedade o tempo todo.

No início da criação, sua obra prima, o homem, precisou ser afastado de Sua presença por causa do pecado. Em seguida vemos o assassinato de Abel pelas mãos do próprio irmão. Desde que o pecado entrou na raça humana, o homem vem sofrendo e trazendo tristeza ao coração de Deus. Romanos 5:12- “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. Toda a desgraça humana começa com o pecado.

No Brasil, Don Pedro I deu o grito da independência às margens do rio Ipiranga e a princesa Isabel assinou a lei Áurea acabando com a escravidão no Brasil. Como cristãos, podemos gritar pela independência ao pecado graças ao sangue da cruz. Na cruz, a lei Áurea da nossa liberdade nãos só foi assinada como também, a lei da escravidão do pecado foi cancelada. Colossenses 2:14 – “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz”. Nos Estados Unidos da América, quando houve a guerra da Secessão, mesmo após o término da guerra, havia soldados combatentes pois desconheciam o tratado de paz. No Japão, mesmo o imperador tendo assinado o tratado de rendição com os EUA, havia soldados japoneses combatentes porque não sabiam que a guerra havia terminado. Hoje, nas igrejas, temos muitos crentes lutando contra o pecado e não sabem que o pecado que reinava em nós já foi deposto na cruz.

Esta é a Boa Nova de grande alegria, este é o evangelho de Cristo. Lucas 2:10-11 – “O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Sim, devemos proclamar que o Senhor Jesus Cristo é o nosso Salvador. Ele veio nos salvar dos nossos pecados. Mateus 1:21 – “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Ele veio trazer a verdadeira libertação e salvação do pecado. A cruz é o grito da independência que o Filho de Deus deu às margens de Jerusalém. A cruz é a grande verdade que liberta o pobre pecador do domínio do pecado. Romanos 6:14 – “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”. João 8:32 – “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Foi na cruz que Cristo nos atraiu e nos incluiu para que pudéssemos morrer para o pecado a fim de sermos verdadeiramente livres da escravidão do pecado. Morrer com Cristo nos torna livres do poder do pecado. Esta é a grande verdade que liberta. Nossa inclusão na morte e ressurreição em Cristo é a grande verdade que todos precisam saber. Romanos 6:6 – “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos”. Isto é evangelho! Isto é a grande Boa Nova da salvação! A salvação do pecado é também a salvação da morte. Romanos 5:17 – “Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo”. Evangelho é ser salvo da morte eterna por meio da cruz de Cristo. Evangelho é ser salvo da condenação eterna. Romanos 5:18 – “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação que dá vida”. Evangelho é estar livre de toda e qualquer condenação. Romanos 8:1 – “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Evangelho é estar livre da lei do pecado e da morte. Romanos 8:2 – “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”.

Uma das coisas que entristecem o coração das pessoas é a frequente prática do pecado. Os constantes erros vão minando a confiança e amizade. A prática contínua do pecado destrói a preciosa comunhão. Errar vez após vez é uma grande infelicidade para o que pratica e para os que estão ao redor. A situação torna-se quase que insuportável. É difícil viver com um mentiroso ou ladrão ou assassino o tempo todo. É difícil ver o filho nas drogas e prostituição diariamente. Muitos pais acabam abandonando os filhos pelos constantes erros destes. Isto não está certo, pois é preciso entender que eles não passam de escravos do pecado. Todos praticam os mesmos pecados, os mesmos erros, as mesmas mentiras. Todos, no fundo, sabem as palavras de Romanos 7:14 – “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”. Esta é a realidade de todos que ainda não conhecem A CRUZ DE CRISTO. Todos trazem em sua história a mesma palavra de derrota e escravidão: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19). No linguajar jurídico temos a expressão: “réu primário”. É aquele que foi condenado pela justiça pela primeira vez. Isto porém, não quer dizer que ele pecou ou transgrediu a lei pela primeira vez. O normal de um condenado é a “ficha longa”. O condenado vai ao presídio cumprir sua pena. Lá ele se finge de morto por alguns anos até que a pena se cumpra. Sai com a promessa de que nunca mais vai cometer crimes. Ele agora é do bem, só quer o bem. Ele faz a escolha pelo bem. Mas, sendo escravo do pecado, mesmo sabendo que o mal vai leva-lo outra vez para o “xadrez”, acaba por fazer o mal que ele não quer fazer. Sua vida acaba sendo desperdiçada por causa da escravidão do pecado. Esta pessoa precisa ouvir o evangelho que não só diz que seus pecados foram perdoados, mas também que, Cristo o incluiu em sua morte para que ele fosse liberto da escravidão do pecado. Ele precisa conhecer uma vida sem a prática do pecado. Existe essa vida sim. Isto não quer dizer que jamais pecará. Qualquer um pode pecar sim. Mas a grande verdade é que existe uma verdadeira libertação do pecado. É possível viver sem a prática do pecado. É possível, pela cruz, sermos feitos verdadeiramente livres do poder escravizador do pecado. A cruz é a verdadeira libertação do pecado para o homem. Sem ela, jamais nos tornaremos livres. O escravo do pecado e o réu reincidente não conhecem a cruz de Cristo.

Quando somos crucificados e ressuscitados em Cristo, Deus troca nossa natureza pecaminosa e desbanca o reinado do pecado em nós. Somos feitos uma nova criatura que agora tem a natureza de Cristo em nós. II Pedro 1:4 – “pelas quais nos tem sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”. Cristo passa a viver em nós. Sua santidade é manifestada em nós; Ele próprio nos guarda do pecado. A vida da nova natureza nos permite viver sem a prática do pecado. Aquele que nasceu de Deus realmente não precisa mais ser um escravo do pecado como dantes. I João 3:9 – “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”. Isto é ser verdadeiramente livre!

Ser verdadeiramente livre é ser livre do poder e da prática do pecado. Somente pela inclusão na cruz de Cristo se torna possível a libertação do pecado. A nova criatura não fica mais praticando os mesmos pecados; seus relacionamentos vão se fortalecendo e a confiança das pessoas aumenta. O bom testemunho do novo nascido que não anda mais na prática do pecado traz bons relacionamentos, seja na família, na igreja ou sociedade. A paz, alegria e segurança da salvação eterna estampa o rosto como uma luz divina. É a vida de Cristo na nova criatura. A comunhão com Cristo e com os irmãos mantem-se forte e estável. A pessoa verdadeiramente livre é aquela que, em Cristo Jesus, foi totalmente livre do poder do pecado e agora vive em santidade e temor todos os seus dias. Isento de culpa, devido à justificação pelo sangue de Cristo, agora vive em paz com Deus. Romanos 5:1 – “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. Isto sim é vidão, é vida abundante, é vida cristã. Em Cristo somos feitos verdadeiramente livres. De fato, se Ele nos libertar, verdadeiramente seremos livres.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, 10 de Janeiro de 2016.

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