NADA DE NEGOCIATA

negocios-acordo1A cruz é o símbolo do cristianismo. Não a madeira em si, o crucifixo; mas o que nela foi feito há mais de dois mil anos atrás. Não existe a vida de cruz no islamismo, catolicismo, budismo e hinduísmo. A cruz diferencia o cristianismo das demais religiões. O cristão só é cristão porque passou pela cruz e por ela foi marcado para sempre. Uma marca que o fez de propriedade exclusiva de Deus (I Pedro 2:9), cuja vida agora tem dentro de si a própria vida do Todo Poderoso: Cristo vive em nós (Gálatas 2:20).

Cristianismo é Cristo vivendo em nós. A marca está no interior, no coração. É uma circuncisão ou cirurgia de coração. Romanos 2:28-29 – “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus”.

Pela inclusão na morte de Cristo, Deus realizou a operação que nos faz uma nova criatura por meio de Cristo Jesus. Porque morremos com Cristo na cruz, Deus deu a própria vida do Filho para que vivamos por meio Dele – I João 4:9 – “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele”. Esta maravilhosa operação do Alto trouxe vida espiritual ao que foi atraído e incluído na cruz.

É um verdadeiro milagre, é a única e grande salvação. Bem diferente da religião que apenas mascara o exterior. O verdadeiro cristão vive pela cruz dia após dia; isto é, vive para morrer para si, para o pecado e para o mundo. Somente assim ele pode viver para Deus.

A cruz fala de morte e separação. Com ela não tem negociata nenhuma. É impossível entrar em acordo com ela. Ela tem os seus termos e estes são cumpridos rigorosamente. Ninguém jamais fez concessões com a cruz. A cruz não tem nada a ver com o bazar da pechincha. Ela não foi exposta para comércio como alguns pensam; ela foi exposta para deixar bem claro seus termos de morte.

Cruz e morte são sinônimas e inseparáveis. Não existe cruz que não leva à morte e nem crucificado que não morreu. Quando se fala de cruz, fala-se de morte do velho homem e não tem enrolação.

Ela faz separação entre os mortos e os vivos. Obviamente os tímidos e medrosos vão contestar dizendo: “Isto é radical demais!”.

Eles estão certos neste quesito; pois a cruz é totalmente radical! A cruz é a essência de tudo que é radical e final. Ela acaba com a escravidão do pecado, com a soberba e a autossuficiência humana. Acaba por completo com a autonomia humana, isto é, o desejo de querer ser como Deus.

O velho homem proveniente da cabeça Adâmica simplesmente é trucidado pela cruz. Aquele que passa pela cruz morre para si e é ressuscitado para a nova vida em Cristo. Nasce no espírito e passa a viver por meio de Cristo. Aquele que foi crucificado com Cristo, verdadeiramente nasceu de novo. No entanto, aquele que jamais conheceu a morte de cruz, ainda que esteja vivo fisicamente, continua morto espiritualmente.

A cruz separa o morto-vivo (o crucificado), do vivo-morto (o religioso). A cruz é o chamado para o outro lado do abismo. Da morte para a vida, das trevas para a luz, do pecado para a justiça, de satanás para Deus. Atos 26:18; Colossenses 1:13; Lucas 1:79; Lucas 4:18.

Aquele que passou pela cruz, verá que o mundo ficou para trás. Pela primeira vez enxergará que havia uma linha tênue, quase imperceptível, entre o cristianismo e o mundo. Para o nascido de novo, fica claro que ele não é mais deste mundo e que deve seguir sem esmorecer na direção celestial. A inclusão na morte com Cristo o tirou deste mundo perverso e o colocou rumo à cidade celestial. Gálatas 1:4 – “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai”. Gálatas 6:14 – “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo”.

O crucificado não negocia mais com o mundo. O mundo foi crucificado para ele, o sistema não o rege mais. Agora é o Senhor Jesus quem o dirigi. Não vive mais segundo o mundo como dantes: Efésios 2:2 – “nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência”. Muitos crentes ainda vivem segundo o padrão do mundo; porém, o crucificado vive segundo o padrão de Cristo. Sua posição antagônica ao mundo é irreversível. A cruz o separou do mundo para sempre.

O crucificado é radical tal como a cruz. Não entra em negociata com o mundo, com o ego, com a natureza terrena e com o pecado.

Pela vida de cruz, o crucificado traz sobre si a seguinte insígnia: “morri para o mundo” (Gálatas 6:14); morri para mim (Gálatas 2:19,20); morri para o pecado (Romanos 6:10-11); a natureza terrena foi morta (Colossenses 3:5). A carne foi crucificada (Gálatas 5:24).

A cruz faz morrer o velho homem e Cristo torna-se nossa nova vida. Não mais vivemos segundo o velho padrão, mas segundo Cristo. Efésios 4:22-24 – “no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”.

Nossa fonte de vida não é mais a velha e contaminada natureza adâmica; agora é a vida ressurreta de Cristo em nós. Cristo vive em nós e se manifesta através de nós. Podemos cumprir os mandamentos da Bíblia porque agora é Cristo quem cumpre em nós. Todos quantos passaram pela cruz, viram que não houve negociata alguma com ela. Ela tem o objetivo de matar a vida do velho homem, da carne, do ego e do mundanismo. Ela é 100% eficaz!

A cruz é o instrumento de Deus para nos fazer nascer de novo e experimentar a radicalidade da vida cristã em Jesus. Aqueles que murmuram, amam a si mesmos. Aqueles que exigem dos outros e se resguardam a si mesmos são os que não aceitam a cruz. Não nasceram de novo. O novo nascido não olha mais para si ou para outrem; olha para Jesus Cristo, seu Senhor. O crucificado não tem mais espírito crítico; tem espírito de louvor a Deus.

Aqueles que passaram pela cruz têm a vida de Jesus; cada dia mais se parecem com Jesus. A velha vida de pecados e a satisfação de si mesmos ficaram para trás. Seus objetivos agora consistem em glorificar ao Rei Jesus. As palavras venenosas daqueles que não nasceram de novo não os atingem. Eles se importam tão somente em agradar o seu Senhor. Seguem sendo perseguidos, mal falados, mal compreendidos diante dos olhos do mundo; porém, amados pelo seu Senhor e isto lhes bastam.

Aqueles que passaram pelo lado de Jesus através da cruz, caminham com Ele sem esmorecer. Em meio às lutas e dificuldades, seguem cantando louvores a Deus. As circunstâncias adversas não os desanimam; pelo contrário, são como que combustível para seguirem adiante. A cruz transformou radicalmente seu modo de enxergar, reagir e agir. Como novas criaturas não mais se importam consigo mesmos como dantes; agora, importam-se com o Senhor Jesus. O Senhor é sua alegria, sua vida, seu tudo.

A cruz os transformou radicalmente em novas criaturas. Agora seguem a fé, a santificação e a justiça, com temor e alegria. Eles se tornaram radicais em se tratando do pecado, do mundo e do ego. Jamais estendem a mão para qualquer negociata.

O único acordo, a única aliança, o único compromisso é com o Senhor Jesus. O Senhor é tudo que lhe importam.

A cruz foi e é totalmente radical em suas vidas. Passam a viver pelo espírito da cruz enquanto caminham para o céu. Dia após dia morrem para si a fim de viverem para o Senhor Jesus Cristo. A cruz os transformou em cristãos radicais que jamais negociam com o mundo.

Como cristãos radicais, não aceitam nada que está fora de Cristo e das Escrituras. Qualquer coisa da carne ou do mundo é repelida com força total. Estão atentos para tudo o que não é do Senhor Jesus. Atentam sempre para o que agrada ao Senhor Jesus, não mais a si. A cruz os fez totalmente de Jesus Cristo.

Uma coisa eles sabem: a cruz não negocia!

O judeu é conhecido pela frase: “fazemos qualquer negócio”; porém, a cruz diz: “não fazemos negócio algum”. O crucificado não faz negócio com o pecado, com o mundo e muito menos consigo mesmo.

O lema da cruz é: NADA DE NEGOCIATA!

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós.

Maringá, 30 de Janeiro de 2016.

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