O CAMINHO DA CRUZ – ESTUDO II

renunciaSomente aquele que recebeu a revelação da sua inclusão na morte e ressurreição em Cristo pode ter plena convicção que a obra da cruz é realmente magnífica. Ele experimenta a vida de Cristo e descobre que não há nada que se compare a esta maravilha. Ao aprender a negar a si mesmo e a tomar a sua cruz, percebe que Cristo vive nele. Cristo é a manifestação de tudo que é necessário em seu viver. Este cristão passa a viver por meio Cristo. Assim, experimenta uma alegria íntima e verdadeira; uma paz que excede todo o entendimento humano. Cristo torna-se sua Pérola de grande valor.

Porque ama e deseja o Senhor, escolhe sempre caminhar pela senda do Calvário. Tomar a cruz torna-se algo de total relevância em sua vida. A cruz trata da sua vida da alma, dos seus desejos carnais e egocêntricos.

O regenerado então, vai morrendo cada vez mais para si e ao mesmo tempo, começa a experimentar mais da vida de Cristo. Algo novo começa a acontecer; vida em abundância, vida vitoriosa sobre o pecado e sobre o inimigo. Vida de comunhão e louvor, vida de adoração, vida de um servo de Jesus Cristo. Quanto mais cruz, mais riqueza de Jesus ele experimenta.

O crucificado finalmente encontrou o caminho da vida = é o caminho da cruz. Mateus 7:14 – “porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Finalmente lhe foi revelada a preciosa lição do Senhor Jesus: Lucas 17:33 – “Quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará”.

Ao trilhar o caminho da cruz, o cristão despreza sua vida da alma; perde-a. A vida deste mundo é totalmente descartada pelo crucificado. Andar no caminho da cruz é fazer perecer a vida de apego a este mundo perverso. Morrer para o mundo é perder a vida da alma. Este é o princípio que harmoniza com o celestial. Para poder ganhar a vida eterna, primeiro é preciso perder a vida da alma neste mundo.

O caminho da cruz é para aqueles que querem ganhar a vida eterna. Neste caminho, perde-se a vida da alma e ganha-se a vida do espírito. A vida do espírito subsiste eternamente. O Senhor veio para nos dar a vida eterna. João 10:28 – “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”. O caminho da cruz desemboca para a vida eterna. O caminho da cruz é o único que nos possibilita receber a vida eterna na glória celestial.

O caminho da cruz tem um lema: “vida através da morte”. Vive-se somente quando primeiro se morre. Sem morrer, como o grão de trigo, não tem como nascer e viver eternamente. Precisamos entender que a vida começa com a morte. Aqueles que não querem morrer para si, não poderão viver com Deus. Aqueles que amam a sua própria vida, não têm como viver a vida eterna junto de Deus.

O caminho da cruz é muito natural ao que vive em Cristo. Falar da cruz é falar de uma verdade elementar. Ao ver a cegueira daquele que ama a si mesmo, o apóstolo é taxativo: I Coríntios 15:36 – “Insensato! O que semeais não nasce, se primeiro não morrer”. É tão óbvio! Falar do caminho da cruz também é óbvio; é o mesmo assunto. Infelizmente muitos ainda desconhecem essa simples e poderosa verdade.

Muitos crentes incrédulos, amantes de si mesmos, não aceitam esta maravilhosa verdade; isto é, que a vida vem através da morte. Agarram-se à própria vida e morrem sem saber que perderam a vida pelo fato de não terem compreendido que o medo de morrer os levou à morte eterna.

Um bebe, ao nascer, logo fecha a sua mão como que dizendo: a vida é minha. Um velho, ao morrer, inconscientemente, abre a sua mão como que dizendo: perdi a minha vida. Somente aqueles que perdem a vida da alma podem ganhar a vida do espírito, somente aqueles que receberam a vida do espírito herdarão a vida eterna.

O caminho da cruz é temido e evitado por muitos porque sabem que, fatalmente terão que abrir mão da sua vida da alma enquanto caminham por este mundo. Muitos se agarram a esta vida e a defendem com unhas e dentes. Se Deus não lhes conceder fé nas Escrituras e na obra da cruz, por si só, dificilmente crerão que o caminho da cruz conduz para a vida eterna.

As pessoas que evitam o caminho da cruz lutam para salvar a si mesmas. Isto prova que elas precisam de uma salvação. A salvação pertence a Deus. Só Ele é poderoso e gracioso para operar a nossa salvação. Ele o faz através da operação da cruz. Precisamos tão somente crer em Sua Palavra e Obra da cruz.

Aquele que creu e nasceu de novo, não teme andar pelo caminho da cruz. Não teme mais morrer fisicamente ou perder a sua vida da alma neste mundo. Ele está aguardando a vida eterna em Cristo Jesus, o Poderoso Salvador. O caminho da cruz é segurança e certeza para o nascido de novo. Cristo, sua vida, lhe basta.

O Livro de Jó revela o quanto satanás conhece a fraqueza do homem. Segundo este Livro a fraqueza do homem não é o dinheiro, ou a família, ou os amigos. O maior bem do homem é ele próprio. Até suportamos quando temos perdas materiais e familiares. Mas é muito difícil sofrer a perda de si mesmo. Trocamos tudo, menos a nós mesmos. Isto é tão raro que, quando ocorreu, marcou a humanidade.

A cruz foi o exemplo maior. Jesus Cristo deu a si mesmo por nós. Ele próprio entregou a Si. Através da sua morte, Ele trouxe vida a nós. João 12:24-25 – “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a, mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna”.

Satanás pensou que Jó cederia se tocasse em sua vida. Jó 2:4-5 – “Então, Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende, porém, a mão, toca-lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra ti na tua face”. Esta é a nossa fraqueza como homem = nós mesmos.

Alguns valentões dizem: “eu fico na minha; mas se alguém mexer comigo, eu viro uma fera”. As pessoas vivem armadas; sempre prontas para defenderem a si mesmas. Quando são pegas em flagrante, logo têm uma desculpa pronta na ponta da língua. Quando são pegas diante de uma autoridade policial que pode prendê-los, logo fazem aquele teatro para ver se conseguem safar-se da cadeia.

Este mecanismo de defesa é inerente à raça humana. O primeiro homem logo deu a desculpa que a culpa era da mulher e esta, por sua vez, botou a culpa na serpente. Fizeram de tudo para não perder a própria vida e acabaram perdendo-a. Precisamos entender que o desejo de salvar a si mesmo é pura perda da vida.

A cruz torna-se escândalo e ofensa a muitos porque ela exige a morte da vida da alma. Ela toca no ego, toca na ferida, toca no coração do próprio homem. A cruz exige que o homem abra mão de si mesmo. Muitos, ao não entender o princípio da vida, que é vida através da morte, rejeitam a cruz. Até mesmo aqueles que ouvem a mensagem da cruz podem rejeitá-la. Aqueles que procuram não andar no caminho da cruz estão sempre fugindo dela. Eles querem uma vida sem cruz, querem viver por si mesmos e para si mesmos. Por esta razão têm dificuldade de nascer de novo.

Eles são como Pedro quando esteve com o Senhor no monte da transfiguração. Pedro queria ficar de boa no monte, em companhia de seu Mestre e dos profetas. Queria viver no monte e não no vale. Propôs até fazer umas tendas para morar no monte. O desejo de uma vida isenta de preocupações e serviço cristão aos necessitados. Isto é fugir do caminho da cruz. Pedro estava propondo um estilo de vida sem cruz. Ele queria uma comunhão sem cruz, uma igreja sem cruz, um ministério sem cruz.

Vamos observar o exemplo maior. O Filho de Deus nos amou; não diz que amou a Si mesmo. Ele não se apegou à Sua glória e ao Seu poder. Ele não se apoiou no fato de que era Deus, não exigiu continuar sendo a autoridade máxima. Ele não tentou resguardar a Si mesmo. Na hora do aperto, muitos querem salvar a sua pele; Ele não fez isso. Ele não usurpou o ser igual a Deus. Não bateu o pé dizendo: não quero morrer, afinal sou o Deus Eterno.

Veja Filipenses 2:5-11. No verso 7 diz: antes ou, ao contrário; observe a direção que Ele escolheu. Ele não se apegou à sua própria vida; pelo contrário, deu-a, desprezou-a, esvaziou-se dela. O Filho de Deus sabe o que é o caminho da cruz. Ele já andava pelo caminho da cruz antes mesmo da cruz no Calvário. Este texto prossegue dizendo que Ele não lutou para continuar sendo o Glorioso Deus, o Resplendor da Glória; pelo contrário, diz que Ele assumiu a forma de servo.

De Deus, rebaixou a si mesmo para homem; de Criador para a criatura, de Eterno para mortal, de Todo Poderoso para um simples carpinteiro. Como se não bastasse, Ele se humilhou e obedeceu até à morte. Isto é andar no caminho da cruz. Morrer para si, escolher servir e dar a vida pelos outros. Contrariamente de lutar por si, guardar a si, preservar a si mesmo. Ele não pensou em si, não agradou a si, não resguardou a si mesmo. Isto é exemplo de cruz. Isto é andar no caminho da cruz.

O Filho de Deus andou pelo caminho da cruz por amor ao Pai. O caminho da cruz não é para os amantes de si mesmos; apenas para os que amam o Pai. Aqueles que amam a si mesmos vivem rejeitando o caminho da cruz; mas aqueles que amam a Jesus, têm prazer em andar no caminho da cruz.

O Senhor, mesmo sendo Deus, não exigiu honra, glória e poder. No caminho da cruz precisamos esquecer a nossa realização pessoal, sucesso, poder, riqueza, prosperidade, saúde, força, beleza e glamour. O caminho da cruz não oferece estas coisas; haja vista que nem o próprio Filho de Deus teve enquanto trilhou o caminho da cruz.

Entretanto, após ser exaltado nas alturas, Ele foi sobrevestido de glória e majestade. O próprio Deus O exaltou acima de qualquer outro nome e todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor para a glória do Pai. Os crucificados também serão glorificados pelo Pai.

O Senhor foi fiel até à morte e morte de cruz. Ele não saiu do caminho da cruz. Ele andou pelo caminho da cruz e nos convida a fazer o mesmo.

 

ANDEMOS PELO CAMINHO DA CRUZ

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –  Cristo vive em nós

Maringá, 12 de março de 2016.

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