HEBREUS 11 – ESTUDO V

472765985Hebreus 11:2-3 – “Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”.

Logo após a definição de fé, o autor conclui a introdução dirigindo-se aos antigos que realmente tiveram fé na Pessoa e Palavra de Deus. O “pois” do início do verso 2 liga ao verso anterior. “Como que querendo dizer: os antigos tiveram esta fé no Deus invisível, apesar de nada verem; eles creram e esperaram em Deus, não obstante a circunstância desfavorável. Alguns tiveram que esperar muito tempo e, mesmo assim, tiveram fé”. Falando em antigos, parece que o tempo está muito ligado à fé. A fé transpõe o tempo; o tempo não é obstáculo, ao contrário, é adubo para o crescimento da fé. A espera faz parte da fé.

A impressão é que, nesta introdução, o autor está empolgado em mostrar as obras desta galeria. Se ele pudesse dizer à nós hoje, talvez diria: “dentro de alguns momentos, eu os conduzirei numa turnê por alguns dos grandes personagens da cristandade. O que eles tinham em comum? A fé que acabo de definir”.

O capítulo 11 é fantástico, é empolgante, é desafiador. Ele prossegue: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (v.3). A ênfase, a repetição, o canal, a estrada, o meio é a fé: “Pela fé”. Tudo ocorreu porque houve fé desses antigos. A fé foi o catalizador dos milagres, das vitórias, da segurança e tudo o mais que veremos nos próximos versos. A fé foi o diferencial, o fator determinante. Todos percorreram o caminho da fé. Nenhum deles poderia ser citado se não fosse a fé que tiveram em Deus e Sua Palavra.

Não houve outros termos, outros meios, outras razões. A fé coloca todos na mesma linha, na mesma direção, na mesma galeria. A fé é definidora, classificadora e determinadora. Temos apenas duas classes: aqueles que tem fé em Deus e aqueles que não tem fé. Aqueles que creem e são salvos e aqueles que não creem e estão rumando para a morte e o inferno.

Passemos então para a primeira obra de arte:

Abel. Hebreus 11:4 – “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala”.

A oferta de Abel foi pela fé; não foi uma oferta vazia e carnal, proveniente de um coração egocêntrico. Foi fruto da graça. Abel nada fez para que a ovelha viesse a nascer. A oferta de Abel era uma vida, havia sangue, havia sacrifício. Foi uma oferta selecionada; foi das primícias. Primícias significa os primeiros frutos da terra, os primeiros animais do rebanho. O melhor do rebanho. Abel já tinha no coração ofertar a Deus o primeiro e o melhor do seu rebanho. Não foi uma oferta arrastada, forçada, com cunho de obrigatoriedade. Foi uma oferta de amor, de gratidão, de adoração; uma oferta espontânea, cheia de fé, temor e amor. Este ato de Abel revela sua consideração para com Deus, seu temor e sua gratidão ao Deus Eterno. Ao ofertar a Deus, Abel tinha extrema consideração para com Deus. Ele não o fez com egoísmo, com mesquinharia, com tristeza. Certamente Abel foi à Deus levando sua oferta cheio de alegria. Veja o que II Coríntios 9:7 diz: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”. Abel ofertou com amor; enquanto que Caim o fez sem amor e sem fé. Seu comportamento raivoso após a rejeição comprova seu coração desprovido de amor por Deus. Deus até procura ajuda-lo com palavras sábias; no entanto, Caim não quis saber das palavras de Deus. Sua ação criminosa revela seu coração indiferente e sem temor para com Deus. Assassinar seu irmão não seria prova de que ele não amava e nem confiava em Deus?

O escritor de Hebreus fala que a oferta de Abel foi uma oferta “excelente”, o melhor que ele tinha. Abel sabia que Deus merecia o melhor, o perfeito, o puro. Deus reclamou do seu povo na época do profeta Malaquias. Malaquias 1:7-8 – “Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto, que pensais: A mesa do Senhor é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isto mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o Senhor dos Exércitos”. Será que hoje temos alguns que não tem consideração para com Deus ao oferecer o pior? Examinemos a nós mesmos para que não incorramos em maldição. Malaquias 1:14 – “Pois maldito seja o enganador, que, tendo um animal sadio no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor um defeituoso; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é terrível entre as nações”.

Aprendamos com Abel a dar as primícias, as primeiras e melhores ofertas ao Senhor. Aprendamos a dar uma oferta excelente ao Senhor. Vamos trazer a oferta com fé em Sua Palavra e Pessoa. Ao trazer, olhemos para Ele com alegria e louvor. Que os dízimos e as ofertas sejam para alegrar o coração do Senhor. Façamos para que sejamos aceitos e agradáveis à Deus.

Vemos em Gênesis 4:4 que Deus se agradou de Abel e de sua oferta. Deus repara não só na oferta, mas também no coração do ofertante. Abel tinha um coração alegre, grato e cheio de fé. Sua oferta foi aprovada por Deus, como diz Hebreus 11:4.

A oferta não é um ato isolado, insignificante e vazio. O ofertante precisa ser sincero e ter fé em Deus. Interessante que Hebreus 11:4 diz que Abel obteve testemunho de ser justo. Sua fé o justificou. O próprio Senhor o chamou de justo em Mateus 23:35.

Na realidade, o que diferenciou Abel de Caim, não foi a oferta em si. Caim, tentou agradar a Deus por meio da sua oferta e não por meio da fé. Tudo é de Deus, tanto a oferta de Caim como de Abel pertence a Deus. O coração de Caim queria agradar a Deus com algo material. Muitas vezes temos o mesmo coração de Caim. Queremos agradar por meio de um presente ou oferta. Abel, no entanto, se fiou na fé em Deus, não na sua própria oferta. Hebreus 11:4 é claro quando diz que foi pela fé que Abel ofereceu mais excelente sacrifício do que Caim. A fé foi determinante nestas oferendas. Abel ofereceu com fé, Caim, no entanto, teve fé na sua própria oferta. Abel alcançou testemunho porque ofereceu com fé. Esta fé o justificou diante de Deus. Ele se aproximou de Deus confiando que Deus o aceitaria, não por causa da sua oferta e sim, pela sua fé em Deus. Caim tentou comprar Deus através de seus esforços, obras e ofertas. Abel se aproximou de Deus apenas pela sua fé, crendo no Deus misericordioso e bom. Abel foi munido de fé, simplesmente fé. Achamos que Deus nos aceita por causa da nossa oferta; porém, é o contrário. Deus aceita nossa oferta porque primeiro se agradou da nossa fé. Gênesis diz que Deus se agradou de Abel e de sua oferta. A fé de Abel agradou a Deus e consequentemente sua oferta foi aceita. Em Hebreus 11:6 vemos que sem fé é impossível agradar a Deus: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”.

O diferencial dos ofertantes estava na fé.

A FÉ FAZ TODA A DIFERENÇA

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, 20 de Julho de 2016.

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