OLHA OS SANTOS

realidade espiritualHebreus 11:2 – “Pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho”.

Os santos do passado quase não são lembrados; não foram exaltados e quase passaram desapercebidos. Porém, deixaram um testemunho que fala ainda hoje. A vida simples de fé e perseverança, o amor incondicional à Deus, o zelo pelo nome do Senhor, a consagração de vida para com a igreja de Deus, a renúncia às coisas deste mundo, a crucificação do ego e o constante louvor à Deus. O bom perfume de Cristo que exalou através deles é sentido ainda hoje. Viveram para não viverem para si, mas para o Senhor. Homens e mulheres crucificados com Cristo vivendo a vida ressurreta de Cristo neles. Nenhum poder humano os barrou, nenhuma instituição humana os prendeu, nenhum costume ou tradição fora de Cristo os cativou. Perseguidos, porém livres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, porém tendo o tudo que é Cristo. O testemunho do apóstolo encaixa bem aqui: II Coríntios 6:9-10 – “como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”.

O testemunho destes santos nos constrange em vista do que somos e fazemos para o reino de Deus. Sentimo-nos tão pobres e vazios. O estilo de vida cristã que levamos hoje é tão insignificante e inválido, tão estéril e pobre que chegamos a nos envergonhar sobremaneira.

Os santos serviram a Cristo quando tiveram fome e sede, frio e nudez, no trabalho duro e no cansaço, nas vigílias e nos jejuns, nas orações e na meditação da Palavra, nas perseguições e prisões. II Coríntios 11:27 – “em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez”.

Olha os santos, quantas e que dolorosas tribulações passaram por amor à Jesus. Morreram para si e para o mundo só para poder viver para Cristo. João 12:24-25 – “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna”.

Que vida de cruz, de renúncia os santos tiveram. Mateus 7:14 – “porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Que longas e dolorosas foram as tentações e perseguições. Sofreram violência e injustiça por parte de seus patrícios e, neste tempo, ao invés de vingarem a maldade recebida, simplesmente ofereceram a Deus orações de louvor e gratidão.

Olha como os santos cresceram em Cristo; não em si mesmos e nem nas coisas deste mundo. Viviam para morrerem para os desejos carnais e mundanos e guardaram um coração puro e reto para Deus.

Durante o dia trabalhavam e durante a noite cuidavam da oração, embora, enquanto trabalhavam, não cessavam de orar no espírito.

Empregavam todo o tempo possível na comunhão com Deus e no serviço de outros santos. Atentavam tanto para o servir que se esqueciam até mesmo de repousar o corpo cansado.

Aprenderam a renunciar as riquezas, as honras, amigos e até mesmo os parentes e familiares. Mateus 19:29 – “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”.

Desprezavam sempre as coisas deste mundo e ansiavam a pátria celestial porque desejavam estar para sempre com o Amado. Não buscavam seus interesses e nem riquezas para si. Tinham apenas o que comer e vestir e viviam contentes. I Timóteo 6:8 – “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”. Tratavam a si mesmos como sendo os últimos e mesmo assim, quando cuidavam de suas necessidades, sentiam-se tão indignos.

Eram pobres nas coisas deste mundo e ricos na graça e louvor. Eram extremamente desprovidos de recursos materiais; porém, cheios do Espírito Santo.

O mundo os consideravam estranhos; porém, eram íntimos e familiarizados com Deus. Tiago 4:4 – “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. De fato, eram amigos de Deus e inimigos do mundo.

Eles não se consideram dignos de nada e o mundo os desprezava como lixos (I Coríntios 4:13); porém, eram preciosos aos olhos de Deus.

Viviam de modo simples, humildes e cheios de amor. Eram submissos à Deus e pacientes em sua vida de renúncia. Eram totalmente dependentes da graça e cuidado de Deus. Permaneciam em Cristo com total dependência e amor. João 15:5 – “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

Eles falam como exemplos para que não nos conformemos com este século; mas, sejamos transformados à imagem de Cristo e nos tornemos sal da Terra e luz do mundo.

Eram fervorosos de espírito, cheios de louvor e alegria no Senhor. Em tudo viviam para agradar e glorificar o Senhor Jesus. Jamais foram considerados grandes diante do mundo; porém, o Senhor sempre os teve como fiéis testemunhas do seu nome.

A vida deles é um tremendo sermão e puxão de orelhas para nós hoje. Portanto, não nos desanimemos e jamais nos acomodemos. Despertemo-nos pois, e andemos dignamente como verdadeiros cristãos. Efésios 5:14-16 – “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus”. Que não sejamos dominados pelo comodismo e preguiça; sejamos portanto, cristãos fervorosos de espírito. Romanos 12:11-12 – “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai—vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”.

 

Olhemos para os santos do passado e sigamos o seu exemplo.

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, 10 de Setembro de 2016.

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