CRUZ, PODER DE DEUS – Parte 02

A cruz de Cristo é poderosa para imprimir em nós a identidade de cristãos. A igreja primitiva viveu a cruz pois, Cristo neles, era a identidade de cristãos diante do povo. Não era preciso colocar placa no local de reunião, não era preciso vestir como crentes para dizerem que eram cristãos.

O amor e a compaixão de Cristo fluindo neles era facilmente visto pelo povo. Discretamente, como um perfume que não se vê; porém, se sente, assim eram os cristãos do primeiro século. II Coríntios 2:14-15 – “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem”.

Os cristãos não precisavam se esforçar para dizerem que eram cristãos. Eles não chamavam atenção com aparatos, megafones, templos suntuosos. Eles viviam Cristo e Cristo se manifestava através deles a ponto do povo ver Cristo neles. Eles se pareciam com Cristo, andavam como Cristo andou, amavam com o amor de Cristo. Eram alegres e simpáticos como o próprio Senhor. Cristo estava tão presente que o povo os apelidou de cristãos, ou seja, eles eram “pequenos Cristos” espalhados pela cidade. Atos 11:26b – “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.

Uma pessoa sem o poder da cruz jamais poderá exalar o bom perfume de Cristo. Sem cruz não podemos evidenciar Cristo em nosso viver. Ela é o único meio de impedir o ego de reinar e, ao mesmo tempo, deixar fluir a vida de Cristo.

Por falta da cruz de Cristo, os evangélicos perderam sua identidade de cristãos. A sociedade os chama de forma debochada de “esses crentes chatos”. São vistos com antipatia e desprezo. Não causam impacto positivo como os verdadeiros cristão da igreja primitiva. São considerados “malas”, até mesmo pela própria família, parentes e vizinhança.

Sem cruz não há identidade cristã. Por longos anos tenho sido chamado de pastor pela sociedade. Mas isto é apenas um título; não necessariamente a vida manifesta de Cristo. Eles olham para mim como uma simples pessoa. Eles me chamam de pastor e até perguntam se sou de alguma religião oriental. Nunca me chamaram de cristão. Mas agora, tenho esperança de revelar Cristo em meu viver. Felizmente, pela graça de Deus, agora sou uma nova criatura. Posso afirmar: não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Agora tenho esperança de ser chamado de “cristão”. Tudo porque Cristo vive em mim.

Precisamos, pela vida de cruz, resgatar o bom nome de Cristo. A igreja precisa viver Cristo de tal maneira que o povo veja Cristo em nós e nos chamem de cristão.

Infelizmente vemos os crentes tentando ser crentes; a fé de muitos não passa de uma tentativa de ter fé. O arrependimento é apenas superficial. As palavras de João Batista cai como uma luva para as igrejas hoje: “Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:7-8).

Muitos vão ao culto por medo do inferno; não por amor sincero à Deus. Muitos dão o dízimo pelo receio da maldição; não por amor, fé e gratidão à Jesus. Muitos professam com os lábios louvor e adoração; porém, o coração está longe. Mateus 15:8-9 – “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”.

Muitos ainda vivem no pecado e no mundo; sempre centrados em si mesmo e adorando ao dinheiro mais do que a Cristo. Ferindo e traindo uns aos outros, odiando mutuamente e amando a si mesmo.

Certamente esta não é a identidade cristã. Não tem nada a ver com Cristo. Há um crise de identidade cristã em nossos dias; por isso, a cruz é tão necessária. Sem cruz continua-se uma vida hipócrita, apenas de aparência; uma vida que não produz vida e nem impacta positivamente os demais pecadores.

Veja alguns que a própria Bíblia menciona: II Pedro 2:14 – “tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos”. Olha no verso 17 outras descrições destes crentes falsos, sem a identidade de Cristo: “Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas”.

Quando o Senhor descreve um filho, um verdadeiro cristão, Ele o faz de modo claro. Aquele que recebeu sua identidade de cristão não será confundido. Outros, ao seu derredor, também não terão dúvidas que é um verdadeiro cristão. Pelos seus frutos serão conhecidos como sendo do Senhor.

Aquele que foi incluído na morte de Cristo e foi feito nova criatura, agora tem a vida de Cristo. Cristo passa a viver nele e, certamente, as pessoas verão que é um verdadeiro cristão.

Atentemos para algumas características do verdadeiro cristão.

1 – Ele já provou a bondade do Senhor: I Pedro 2:3 – “se é que tendes a experiência de que o Senhor é bondoso”. O verdadeiro cristão sabe o quão bom e gracioso é o seu Deus. Ele pode dizer como Davi: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei a Casa do Senhor para todo o sempre” (Salmo 23:6). Quanta bondade vemos na cruz de Cristo. A cruz é a bondade de Deus resgatando o pobre e miserável pecador.

2 – O verdadeiro cristão nasceu de Deus. Foi feito uma nova criatura em Cristo Jesus. II Coríntios 5:17 – “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. O verdadeiro cristão sabe que é feitura de Deus. Efésios 2:10 – “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. A cruz é o único meio de Deus nos fazer nascer de novo e Ele o faz ao nos atrair e incluir na morte e ressurreição do Senhor Jesus. Sem cruz não há novo nascimento, não dá para ser feito uma nova criatura.

3 – Tem viva esperança. Ele não teme mais o amanhã. Não fica mais preocupado com o seu destino. Não está mais interessado neste mundo porque sabe que seu lugar é junto de Cristo na glória. Mesmo diante de tribulações, ele não perde sua esperança, pois a esperança é viva e não morrerá jamais. A esperança do cristão é viva, por isso, nossos irmãos mártires, morreram cheios de alegria e esperança. I Pedro 1:3 – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”.

4 – Sempre quer Cristo. Ele vive sempre desejando estar com Cristo, pois sabe que Cristo é melhor do que tudo. Filipenses 1:23 – “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor”.

5 – Cristão é aquele que foi vivificado juntamente com Cristo. Recebeu vida no espírito, nasceu do espírito (João 3:5). Recebeu vida no espírito. Efésios 2:5 – “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos”. Agora ele pode adorar a Deus em espírito e em verdade (João 4:23); não mais uma adoração apenas na carne e na alma. Há comunhão entre o Espírito de Deus e o nosso espírito. Romanos 8:16 – “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.

6 – Cristão é aquele que foi feito participante da natureza divina. Deus habita nele, Deus se manifesta nele. Isso é incrível! Agora ele é cheio do Espírito Santo. O poder da cruz o tirou da velha natureza pecaminosa e Cristo o chamou para viver pela Sua natureza divina. II Pedro 1:4 – “pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”.

7 – Cristão é aquele que se tornou participante de Cristo. Ele vive em Cristo, bebe de Cristo, vive por meio de Cristo. Cristo é tudo para ele. Que honra e privilégio poder participar de Cristo. Hebreus 3:14 – Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos”.

8 – Cristão é aquele que foi liberto deste mundo perverso: Gálatas 1:4 – “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai”.

9 – O cristão não será confundido! (Romanos 10:11). Porque Deus conhece os seus. II Timóteo 2:19 – “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem”.

A cruz é o poder de Deus que imprimi a verdadeira identidade ao cristão.

A cruz é a identidade do cristão.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, 04 de Dezembro de 2016.

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