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HEBREUS 11 – ESTUDO XXI

Abraão 13

Abraão, o peregrino, foi provado muitas vezes para conhecer o Deus que o chamara. O peregrino passa por muitas provas que o conduz a conhecer e temer a Deus. Somos peregrinos e certamente, como Abraão, seremos provados na caminhada para a Canaã Celestial. Vamos ver os erros e acertos deste nosso irmão e aprender, de modo que, caminhemos em segurança e no agrado do Senhor.

Gênesis 12:1-10. Abraão ouviu a voz de Deus e, pela fé, obedeceu. Que exemplo maravilhoso. Apesar de estar no rol dos heróis da fé, ele foi humano e falho como qualquer de nós. Teve erros e acertos, medos e auto confiança. Mas, foi um homem temente e cheio de fé.

Como Abraão, temos a tendência de agir por conta própria. Às vezes obedecemos a Deus e vamos para onde fomos designados; porém, temos dificuldades de permanecer onde Deus quer. Sempre vamos em busca de algo mais. Sempre queremos novidades, sempre andamos e fazemos coisas que Deus não mandou. Temos muita facilidade de procurar algo para fazer, um lugar para ir. Parecemos uma formiguinha inquieta, correndo de um lado para o outro. Sempre preocupados, cansados e frustrados.

Deus queria que Abraão parasse em Betel. Teria sido tão bom se ele continuasse adorando a Deus ali. Mas vemos Abraão pegando sua tenda e partindo. Deixou Betel e ficou entre Betel e Ai (v.8). Depois de um tempo, lá foi a formiguinha peregrinar. Não vemos nenhuma ordem de Deus para ele partir de Betel.

Gênesis 12:9 – “Depois, seguiu Abrão dali, indo sempre para o Neguebe”. Muitas vezes, como Abraão, seguimos um caminho de modo “teimante”. Inventei essa palavra e ela significa o teimoso que teima em continuar seu próprio caminho. Teimamos em fazer como queremos fazer. Vamos porque queremos ir. Nem consultamos Deus e continuamos como uma mula desenfreada. Só paramos quando o burro cai na água. Daí choramos e achamos que Deus é o culpado.

Abrão foi seguindo seu próprio caminho rumo ao sul, rumo ao Neguebe, fronteiro ao Egito. Que caminho perigoso Abrão tomou. Tenho vontade de perguntar o que o levou a ir sem parar por este caminho.

Muitos jovens teimam em seguir o seu próprio caminho de cobiça, satisfação carnal e vida mundana. Vão e não param. Não percebem que estão no Egito e que lá a morte reina.

Quando vamos por conta própria, Deus tem seus métodos para nos fazer voltar à Betel. Deus usou a fome no caso de Abraão. Gênesis 12:10 – “Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para ai ficar, porquanto era grande a fome na terra”.

Deus pode usar a fome, a necessidade financeira, a enfermidade, a perda de um ente querido e outros meios mais para nos fazer voltar à Betel de Deus. A fome levou Abraão ao Egito e do Egito ele saiu correndo de volta para Betel (Gênesis 13:3-4).

Vamos examinar um pouco o coração de Abraão. Porque ele entrou nesta enrascada toda? No Egito quase morreu, quase tomaram sua esposa, quase perdeu todos os seus bens e até seu sobrinho Ló. Teria sido um desastre se Deus não interviesse.

Muitas vezes, como Abraão, não entendemos a bondade de Deus. Queremos tudo rápido e pronto. Queremos as bênçãos, as vitórias, a glória, a segurança, a prosperidade e tudo o mais. Mas Deus nos aponta a direção. Não conseguimos ver tudo de uma vez. Precisamos andar pela fé na Palavra de Deus. Obedecê-Lo pela fé e não querer sair e procurar o que queremos.

Deus prometeu dar a Terra de Canaã à Abraão. Gênesis 12:7 – “Apareceu o Senhor a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera”. “Esta terra”, disse o Senhor. Esta terra não tem nada a ver com o Egito. Então, porque Abraão foi parar no Egito?

Puxa, como parecemos com ele. Deus nos mostra, Deus fala conosco e mesmo assim, porque à primeira vista não vemos o que queremos ver, partimos para buscar o que queremos sem que Deus tenha nos orientado desta maneira.

Você está descontente com o que Deus te mostrou e te deu até agora? O seu sonho é maior do que Deus? Está impaciente com Deus? Está procurando com suas próprias forças o que deseja? Está seguindo o mal exemplo de Abrão? Não está na hora de parar um pouco, olhar para o Senhor, ouvi-Lo e obedecer? Ainda que tudo pareça não ser o que deseja?

Quando Deus me chamou para servir a CBR, confesso que não era o perfil que eu gostaria. Naqueles dias vinha convites de igrejas grandes e ricas. Mas eu dizia que queria estar onde Ele queria que eu estivesse. Dizia que não queria correr atrás da fama e dinheiro, como no passado. Meu coração ansiava agradar e obedecer a Deus. Naquele tempo eu não imaginaria que alguns aqui iriam nascer de novo. Eu não esperava que a CBR desse fruto. Ainda hoje não vejo aqui o que gostaria de ver. Mas agora, minha visão e sonho não importam mais. Apenas a vontade de meu Mestre e Senhor.

Sei que ainda corro a tentação de querer seguir o meu próprio caminho, do meu próprio jeito. Já pensei em pregar como antes, mensagens tocantes, empolgantes e agradáveis para encher a igreja de pessoas. Mas nestes anos, a graça de Deus está me conduzindo a morrer para mim mesmo. Por isso, não tenho cedido às tentações frequentes. Não quero errar e envergonhar o nome do meu Senhor. Não quero ficar perdendo tempo nesta breve vida. Só irei se Ele mandar. Em todo tempo, preciso estar rendido à Ele. Preciso tomar a cruz dia após dia. Eis o segredo para não cometer o mesmo erro de Abrão. Morrer para si e viver para Cristo.

Deus havia dito à Abrão: Darei esta terra. Talvez ele tenha achado pouca coisa. Talvez você também ache pouco o que Deus está te dando hoje. Mas permaneça onde Deus te chamou. Não saia pelo mundo querendo ganhar a qualquer custo conforme o que o seu coração deseja. Permaneça na vontade do Senhor; Ele não erra, Ele não falha. Ainda que seja pouco hoje, seja fiel à Deus.

A fome foi o teste de Deus para Abrão. Ele falhou, pois ao invés de voltar para Betel, foi para o Egito. Será que as dificuldades financeiras, a fome, a necessidade está te levando ao mundo? Volte-se para Deus, ainda que pareça menos promissor que o mundo. Sempre Cristo, sempre Betel; jamais o mundo. Esta é a direção correta.

Ainda que esteja ganhando pouco, permaneça em Cristo. Se você ganha bem, cuidado! O mundo apresenta propostas maravilhosas de compra. Não caia nessa! Não tome decisões fora do Senhor. Sempre o Senhor; com saúde ou sem saúde, com dinheiro ou sem dinheiro; sempre o Senhor.

Abraão saiu do Egito e foi para Betel. Oremos para que nossos filhos façam o mesmo.

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós.

Maringá, 11 de Janeiro de 2017.

AS MARAVILHAS DE CRUZ – Estudo I

Esse tema pode parecer contraditório para um religioso não crucificado; porém, ao que já morreu com Cristo, certamente um “amém” fluirá de seus lábios. Àquele que ainda não conhece os feitos da cruz, tudo que se refere à cruz será “loucura”; mas, ao que é um crucificado, tudo o levará a louvar ao Cristo crucificado.

No início da caminhada pela senda do Calvário, nossa alma fica apreensiva, como a dos discípulos, quando o Senhor ia adiante deles para Jerusalém. Quando Deus aplica a obra da cruz em nossa vida, tudo que se refere à cruz de Cristo, torna-se maravilhoso. É por isso que um crucificado caipira diz: “quanto pió, mió”.

Antes de tratarmos sobre as maravilhas da cruz, devemos saber que não basta saber apenas no intelecto. A pregação da cruz não abre exceção aos intelectuais ou religiosos que contemplam a cruz de longe. Ela só tem validade ao que realmente crê em sua inclusão na morte e ressurreição com Cristo. Não basta admirar ou simplesmente aceitar a Palavra da Cruz. Necessário se faz “lançar-se” ou crer inteiramente na revelação de Deus a esse respeito.

A cruz é mais do que uma doutrina ou filosofia de vida. Ela é vida em ação, é prática, é renúncia de si, é morte real do ego. A palavra “morte” define a ação da cruz. De duas uma: ou morremos de fato ou estamos tentando morrer. A diferença é brutal.

Quando um ente querido está à beira da morte, a família sofre, intercede, faz de tudo para salvá-lo. Porém, quando morre, tudo muda. Toda a agitação, preocupação, apreensão se vão. Todo o ambiente familiar muda por completo. A morte muda o “status quo” de tudo e de todos. A morte não é relativa ou inconstante ou até mesmo indefinida. Ela é real, concreta e definitiva. Por isso, não tem como se “fingir de morto” por muito tempo.

Assim sente, percebe e vive o que, de fato, recebeu a revelação de sua morte e ressurreição com Cristo. As palavras do Senhor Jesus são claras e definidas: “Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” – João 12:24. A mesma convicção tinha o apóstolo: “Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer” – I Coríntios 15:36.

O Cristo crucificado e a obra da cruz são verdade em tudo. A cruz elimina por completo todo espírito de trambique, engano e hipocrisia. O crucificado tem a Pessoa da Verdade dentro de si.

Uma pessoa crucificada é autêntica, sincera e fiel. Aquele que está tentando ser um crucificado, tenta ser autentica; porém, seus frutos o delatam.

Em um mundo religioso cheio de mentiras, hipocrisias e enganos, a cruz vem para afirmar que o Evangelho de Cristo é a verdade. Os crentes precisam conhecer esta verdade. Aqueles que se firmaram e andam na senda do Calvário, que dia após dia nega a si mesmo e toma a sua cruz, gozam de paz e descansam na verdade da cruz.

São estes que começam a desfrutar das maravilhas da cruz. Uma das maravilhas acima citada é a autenticidade e veracidade da cruz. Não precisamos ficar aborrecidos com os enganos e mentiras que o mundo apresenta a todo instante.

Outra maravilha é a invencibilidade. O crucificado não precisa ceder às pressões dos inimigos. Agora dá para entender porque os apóstolos e mártires da história cristã não cederam às ameaças dos soldados e autoridades romanas. Foram queimados, mortos ao fio da espada, cerrados ao meio, jogados na arena para serem devorados pelos leões. Mesmo diante de tamanha ameaça, permaneceram firmes em Cristo. Até mesmo a morte não mais os assustavam. A impressão que se dá ao ler Hebreus 11:33-40 é que o autor deste Livro não estava triste e nem revoltado com tamanha brutalidade e maldade para com aqueles que criam no Senhor. Há um ar de vitória, de invencibilidade neste trecho. Não há pesar, há gozo! Não há fracasso, há vitória! Não há fraqueza, há poder!

Apocalipse 12:11 diz que eles venceram. “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”.

Não há força que possa derrotar aquele que está banhado pelo sangue do Cordeiro. Não há ameaça que consiga pôr em fuga um crucificado. Não há argumentos que possa constranger e persuadir um crucificado. Não há recompensa financeira ou segurança física que possa demover um crucificado.

O crucificado não mudará jamais de opinião a respeito do Cristo crucificado. Nada neste mundo poderá leva-lo a mudar de opinião sobre a obra da cruz de Cristo. Ninguém será capaz de persuadi-lo a desistir ou a negar o Cristo crucificado e ressurreto.

Pela cruz, ele encontrou algo poderoso que o fez invencível diante das forças das trevas. Essa força chama-se “morte com Cristo”. O crucificado morreu para si; já não tem mais medo da morte. O morto não tem medo de morrer; nenhuma ameaça o põe a correr. Nada o perturba; ninguém lhe rouba a paz.

Na época do império romano, um nobre cristão de Roma foi trazido à presença do imperador. Este cristão estava sendo pressionado a abandonar a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. O imperador queria persuadi-lo a negar a fé em Jesus Cristo.

O imperador disse: se você não negar a Jesus, eu mando confiscar todos os seus bens. Você cairá em pobreza total e viverá o resto da vida como um mendigo. A resposta desse homem rico de Roma foi: eu não possuo nada neste mundo. Sou apenas um simples mordomo; tudo é do meu Senhor. Eu não tenho nada a perder; nada me pertence. Como perder se eu não possuo nada?

O imperador irado olhou para aquele cristão e disse: então eu lhe mando para o exílio! Você viverá o resto de sua vida em solidão total. O cristão calmamente sorriu para o imperador e respondeu. Onde quer que me enviem, o meu Senhor estará comigo; jamais estarei só. Não existe solidão para aquele que está em Cristo Jesus. Ele vive em nós. O imperador ficou mais irado ainda, fora de si, quase à loucura, com gestos e gritaria, olhou para o cristão e disse: eu vou te jogar para ser comido pelo leões. O cristão, cheio de paz e confiança diz ao imperador: ser comido pelos leões? Morrer? Eu já morri com Cristo. Não se pode matar aquele que já está morto.

Este é o segredo da invencibilidade. Enquanto o homem não conhecer sua morte com Cristo na cruz, ele estará sujeito às pressões. Os policiais e bandidos sabem que isto funciona; por isso, eles tem métodos de tortura. Mas eles não teriam poder algum sobre o crucificado.

Afinal, quem pode roubar aquele que não é dono de nada? Quem pode ameaçar de prisão e solidão aquele que tem a viva e alegre comunhão com Jesus Cristo? Quem pode matar aquele que já está crucificado com Cristo?

O crucificado é aquele que morreu para o seu conforto, suas ambições e seus projetos de vida. Ele vive sem temores. Quando cremos na nossa morte e ressurreição com Cristo, passamos a viver de modo invencível neste mundo tenebroso. Por isso, o apóstolo disse: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” – Romanos 8:37.

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, 08 de Janeiro de 2017.

“JUSTIFÉ” – Parte I

Romanos 5:1 – “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Quando não temos a revelação da nossa morte e ressurreição com Cristo, a passagem acima é só mais uma passagem bíblica. Mas quando a cruz nos é revelada, ficamos maravilhados com seus feitos em nossa vida.

Por longos anos procurei cura física, libertação e prosperidade; agora, ao ser liberto do pecado pela inclusão na morte de cruz, fico imensamente agradecido pela grande e verdadeira libertação que Deus efetuou quando me crucificou com o Seu amado Filho.

Na realidade, era tudo que eu precisava e nem sabia. Que graça tremenda caiu sobre mim na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.

Poderia relatar muitos milagres maravilhosos realizados por meio da cruz de Cristo. Além da libertação do poder do pecado sobre mim, poderia citar, por exemplo, o milagre do novo nascimento. Morrer com Cristo e com Ele ressuscitar foi um dos grandes milagres que pude experimentar ao crer na minha inclusão no Cristo crucificado.

Deus é tão bom, tão misericordioso e gracioso. Tudo fez por nós; realizou plena e poderosa salvação. Bendito seja o nosso grande e maravilhoso Deus.

Tenho muita alegria e gratidão pela graça de poder crer na Pessoa, Palavra e Obra de Cristo Jesus, meu Senhor. Tudo me foi dado por Deus, especialmente a fé para poder crer no Poderoso Salvador.

Aquilo que aconteceu com Lídia, aconteceu comigo também. Atos 16:14 – “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia”. Deus operou a salvação de Lídia. Jonas entendeu isso também e disse: “Ao Senhor pertence a salvação!” (Jonas 2:9fine).

Reconheço que poderia estar perdido no meio da multidão evangélica que ainda não tem a revelação da inclusão na morte de Cristo. Sei que nada fiz para poder receber a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Reconheço minha total incapacidade e indignidade para ser salvo pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Nada veio de mim mesmo, toda boa dádiva veio do Pai das Luzes. Sou imensa e eternamente grato à Ele, Senhor meu e Deus meu.

Ser justificado pela fé foi uma das minhas maiores bênçãos. Nada se compara à esta graça incompreensível. Crer no Cristo crucificado é simplesmente indescritível e maravilhoso. Que paz estupenda vive aquele que é justificado pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

A fé é uma graça, um dos mais valiosas dons para o pobre e incapaz pecador. A graciosa fé no Senhor Jesus é a chave para a nossa justificação e salvação. E tudo é dado pelo nosso amoroso Deus Eterno.

A graciosa fé nos é dada para que sejamos do nosso querido Pai celestial. Óh! Quanto nos ama! Quanto nos quer!

Ao ser curado, liberto e salvo pelo nosso Senhor Jesus Cristo, sinto-me como o homem da mão ressequida relatada em Mateus 12:9-14. Como ele, frequentava uma igreja, era religioso. Buscava sinceramente a Deus como os demais; porém, por longos anos de religião, nada havia acontecido comigo. Amava a Deus do meu jeito, cria Nele com a minha própria fé e continuava frequentando a igreja com toda a minha sinceridade. Porém, continuava com a mão paralisada, ressequida e inútil.

Queria servir a Deus, no entanto, era totalmente incapaz. Não havia possibilidade nenhuma para eu me curar por mim mesmo. Não havia médico sobre a face da terra que pudesse me curar. Não havia pastor e nem religioso algum que pudesse me ajudar.

Mas Cristo fez o improvável. Só Ele pode nos curar. Ele disse ao pobre homem totalmente incapacitado para fazer o impossível, isto é, estender a mão. Como um homem com a mão ressequida poderia estendê-la? Parece um absurdo, não? Mateus 12:13 – “Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra”. Estendeu-a, diz o texto. Mas como conseguiu o improvável? Pela fé na Pessoa e Palavra do Mestre e Senhor. Tudo é possível ao que crê e obedece a Palavra do Senhor.

Aquele que salva e cura é o mesmo que concede fé para ser curado e salvo. Imagina um homem que está entre a vida e a morte. Precisa fazer uma cirurgia urgente que custa R$100.000,00. Ele e sua família não tem este montante. O médico cirurgião opera e salva o homem. Quando a família pergunta quem pagou a cirurgia, o médico responde: eu mesmo paguei! Foi de graça e pela graça. Quanta graça não? O próprio Senhor deu a fé para que o homem pudesse levantar a mão ressequida pela fé. A maravilhosa justificação pela fé também é operada desta forma. A fé que precisamos para sermos justificados é dada pelo próprio Senhor.

A fé para crer no Senhor é dada por Ele mesmo ao que nada pode e nada tem. Só somos salvos porque o Senhor nos deu fé para podermos crer na sua obra da cruz. Não havia mérito no homem da mão ressequida. Não havia nenhuma capacidade neste homem para ser curado por condições humanas e pessoais. Toda a cura, do começo ao fim, foi efetuada pelo Senhor Jesus Cristo.

Quando leio que somos justificados pela fé no Senhor Jesus, sei que nada fiz para merecer o dom da fé e ser justificado. A fé que me justifica diante de Deus foi-me dada como um dom, um presente de Deus. Se sou justificado pela fé, preciso ser grato ao Deus que tudo fez por mim. Reconheço minha total indignidade e incapacidade para tal. Como Deus é bom! É pura graça!

O tema desta mensagem: “JUSTIFÉ”, significa “justificação pela fé no Senhor Jesus Cristo”. Não há justificação diante dos olhos de Deus sem a fé no Senhor Jesus. Segundo Martinho Lutero, sem o devido entendimento da doutrina da justificação pela fé no Senhor Jesus, a igreja se enfraquecerá. Precisamos entender e reconhecer a importância da justificação em nossa vida e igreja.

Como o justificado é feliz. É cheio de viva e alegre esperança. Tornou-se amigo de Deus, pode manter comunhão viva e contínua com o Todo Poderoso. Sua consciência está em paz, seu viver é leve e sem acusação dos pecados de outrora. Viver em paz e consigo mesmo é uma tremenda bênção que só a justificação pode proporcionar. Após a justificação, passamos a ter um novo estilo de vida.

Antes eu só ouvia sobre o perdão dos pecados; mas, continuava sem paz e com medo do julgamento final. Quando cometia mais um pecado, era tomado pelo medo, ficava tristeza e com a consciência pesada. Minha vida era um fardo muito pesado. Como religioso, meu semblante era triste e meu coração era duro e pesado. Por isso, procurava usar máscaras aos domingos quando ia para o culto.

Graças a Deus pela justificação; tudo mudou em meu viver. Passei a ser alegre e sem medo do julgamento final. Fui feito um filho descontraído, despreocupado, solto, leve e feliz.

A justificação pela fé mudou completamente minha vida. Sei que não estou mais debaixo de Sua ira. Romanos 5:9 – “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”.

A justificação merece total atenção da parte da igreja, pois aí está o coração de Deus. Para nos justificar, foi preciso que Deus desse o Seu único Filho para derramar seu precioso sangue na cruz do Calvário.

Justificação é o amor de Deus derramado na cruz. Quando recebemos e entendemos a justificação, vemos claramente o amor de Deus estampado na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Romanos 5:8 – “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

Conhecer a justificação é conhecer a obra e o amor de Cristo. Isto é de total relevância ao cristão. Conhecer e viver a justificação mudará completamente a nossa vida cristã e o nosso testemunho cristão. Ela é mais do que uma doutrina bíblica, é uma vida transformada para a glória de Deus.

O justificado é uma pessoa feliz, esperançosa e muito grata Àquele que tudo fez na cruz. O amor, a gratidão e o louvor ao Cristo crucificado torna-se real e constante na vida do justificado. Jesus Cristo, o crucificado torna-se o centro da sua vida. Falar da cruz de Cristo torna-se prazeroso.

A justificação é tão séria para Deus que foi preciso Cristo morrer na cruz. Ela é real e verdadeira, pois Cristo tomou para si o nosso pecado para nos justificar. II Coríntios 5:21 – “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.

A justificação é obra séria de Deus para o pecador perdido. Ela foi a aposta de Deus para que pudéssemos ser reconciliados e aceitos por Ele.

A JUSTIFICAÇÃO É UMA PRECIOSIDADE.

 

Pr. Mario Tsuyoshi Yamakami

Comunidade Bíblica Regenerada   –   Cristo vive em nós

Maringá, 10 de Dezembro de 2016.